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Banco Central liquida Banco Master e Polícia Federal prende Daniel Vorcaro

Poucas horas após anunciar venda ao Grupo Fictor, Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master

Crédito: Divulgação/Banco Master
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  • O Banco Master, fundado em 2016 por Daniel Vorcaro, teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central poucas horas após anunciar venda ao Grupo Fictor, ligado a investidores dos Emirados Árabes Unidos; Vorcaro foi preso pela Polícia Federal em São Paulo.
  • A captação de varejo via Certificados de Depósito Bancário cresceu desde 2020, com remuneração de até 140% da média de mercado e proteção do Fundo Garantidor de Créditos, atraindo investidores.
  • Essa captação representou quase metade dos recursos do FGC, gerando desconforto no sistema financeiro.
  • Nos meses recentes, o BTG Pactual ofereceu R$ 1,00 para adquirir o banco; tentativa de venda ao BRB foi vetada pelo BC; a venda ao Grupo Fictor foi anunciada na segunda-feira (17) com promessa de capitalização de R$ 3 bilhões.
  • A liquidação marca o fim de uma fase conturbada, com a prisão de Vorcaro aumentando dúvidas sobre gestão e responsabilidade, evidenciando riscos de investimentos em instituições com retornos elevados e a importância da supervisão regulatória.

O Banco Master, fundado em 2016 por Daniel Vorcaro, enfrenta uma grave crise após o Banco Central (BC) decretar sua liquidação extrajudicial. A decisão ocorreu poucas horas após o anúncio da venda do banco para o Grupo Fictor, vinculado a investidores dos Emirados Árabes Unidos. Vorcaro foi preso pela Polícia Federal em São Paulo.

A trajetória do Banco Master foi marcada por crescimento acelerado, especialmente a partir de 2020, ao captar recursos de varejo através de Certificados de Depósito Bancário (CDB). A remuneração atrativa, que chegava a 140% da média de mercado, e a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) atraíram investidores. Contudo, essa captação se tornou preocupante, representando quase metade dos recursos do FGC, o que gerou desconforto no sistema financeiro.

Nos últimos meses, o Master buscou soluções para sua situação financeira, incluindo propostas de compra. O BTG Pactual chegou a oferecer R$ 1,00 para adquirir o banco, enquanto uma tentativa de venda para o BRB foi vetada pelo BC. A venda ao Grupo Fictor, anunciada na segunda-feira (17), prometia uma capitalização de R$ 3 bilhões, mas a intervenção do BC na manhã seguinte evidenciou a gravidade da situação.

Contexto de Liquidação

A liquidação do Banco Master marca o fim de uma era conturbada. Desde sua fundação, o banco lidou com desafios regulatórios e financeiros. O crescimento rápido trouxe riscos que, finalmente, culminaram na intervenção do BC. A prisão de Vorcaro intensifica a crise, levantando questões sobre a gestão e a responsabilidade na condução do banco.

O caso do Banco Master serve como um alerta sobre os riscos associados a investimentos em instituições financeiras que oferecem retornos elevados. A situação atual destaca a importância da supervisão regulatória e da proteção ao investidor em um cenário econômico volátil.

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