- Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que sete vírgula nove por cento dos trabalhadores atuam em home office em dois mil e vinte e quatro, queda frente aos oito vírgula quatro por cento de dois mil e vinte e dois, com cerca de seis vírgula seis milhões de pessoas trabalhando de casa e sessenta e um vírgula seis por cento delas são mulheres; a divulgação ocorreu em vinte e uma de setembro de dois mil e vinte e cinco.
- A informação é parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta quarta-feira, dezenove, e abrange oitenta e dois vírgula nove milhões de trabalhadores; o estudo não inclui servidor público nem trabalhadores domésticos e ainda considera quem usa espaços de coworking como trabalhando em domicílio.
- Historicamente, a proporção de quem trabalha de casa vem aumentando: em dois mil e doze eram três vírgula seis por cento, em dois mil e dezenove foi cinco vírgula oito por cento e chegou ao pico em dois mil e vinte e dois; mesmo com a queda, os números atuais permanecem acima do patamar pré-pandemia.
- Em relação ao gênero, treze por cento das mulheres trabalham em home office, frente a apenas quatro vírgula nove por cento entre os homens.
- A queda na prática de home office pode sinalizar mudanças nas preferências de trabalho e nos modelos de gestão, com as empresas buscando maior presença física nas atividades.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 7,9% dos trabalhadores brasileiros atuam em home office em 2024, uma queda em relação aos 8,4% registrados em 2022. Essa redução marca uma inversão na tendência de crescimento do trabalho remoto, que se intensificou durante a pandemia de covid-19. Aproximadamente 6,6 milhões de pessoas realizam suas atividades profissionais de casa, sendo que 61,6% são mulheres.
A pesquisa, parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), foi divulgada nesta quarta-feira (19) e abrange um universo de 82,9 milhões de trabalhadores no Brasil. O estudo exclui funcionários do setor público e trabalhadores domésticos. O analista William Kratochwill, responsável pela pesquisa, explicou que a definição de trabalho em domicílio também inclui aqueles que utilizam espaços de coworking.
Contexto Histórico
Historicamente, a proporção de trabalhadores em home office teve um crescimento significativo. Em 2012, apenas 3,6% dos trabalhadores estavam nessa modalidade, subindo para 5,8% em 2019 e alcançando o pico em 2022. Apesar da queda, os números atuais ainda são superiores aos níveis pré-pandemia, refletindo a adoção de novas tecnologias e mudanças nas dinâmicas de trabalho.
Entre os dados de gênero, a pesquisa mostra que 13% das mulheres estão em home office, enquanto entre os homens, esse número é de apenas 4,9%. A análise sugere que, mesmo com a redução, o home office continua a ser uma opção relevante para muitos trabalhadores, especialmente para as mulheres.
A queda no número de trabalhadores em casa pode ser um indicativo de mudanças nas preferências de trabalho e nos modelos de gestão adotados pelas empresas, que buscam restabelecer a presença física nas atividades laborais.
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