- A Eli Lilly atingiu valor de mercado de US$ 1 trilhão na sexta-feira, 21 de novembro de 2025, tornando-se a primeira farmacêutica a alcançar esse patamar.
- O crescimento vem de medicamentos para perda de peso, como a tirzepatida, com ações que subiram mais de 35% em 2025.
- Tirzepatida, vendida como Mounjaro para diabetes tipo 2 e Zepbound para obesidade, ultrapassou o Keytruda, da Merck, ajudando a Lilly a ampliar produção após a escassez de Wegovy (Novo Nordisk).
- No último trimestre, a Lilly registrou receita de US$ 10,09 bilhões com produtos para obesidade e diabetes, representando mais da metade da receita total de US$ 17,6 bilhões, e confirmou alta na previsão anual de US$ 2 bilhões.
- O mercado aguarda o fármaco oral orforglipron, com aprovação esperada para o início de 2026; analistas veem a nova geração de medicamentos GLP-1 como um in
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A Eli Lilly atingiu um valor de mercado de US$ 1 trilhão nesta sexta-feira, 21 de novembro, tornando-se a primeira farmacêutica a alcançar essa marca. O crescimento explosivo de medicamentos para perda de peso, como a tirzepatida, tem sido um fator-chave para essa valorização. As ações da empresa subiram mais de 35% em 2025, destacando a ascensão da Lilly no setor de emagrecimento.
O medicamento tirzepatida, comercializado como Mounjaro para diabetes tipo 2 e Zepbound para obesidade, superou as vendas do Keytruda, da Merck, tornando-se o mais vendido globalmente. A Lilly se beneficiou de uma vantagem competitiva após a escassez de suprimentos do Wegovy, da Novo Nordisk, permitindo que a empresa ampliasse rapidamente sua produção e distribuição.
Crescimento Sustentável
No último trimestre, a Lilly reportou uma receita de US$ 10,09 bilhões proveniente de seus produtos para obesidade e diabetes, representando mais da metade de sua receita total de US$ 17,6 bilhões. A empresa também elevou sua previsão de receita anual em US$ 2 bilhões, impulsionada pela crescente demanda global. O mercado de medicamentos para perda de peso deve atingir US$ 150 bilhões até 2030, com a Lilly e a Novo controlando a maior parte das vendas.
Os investidores estão atentos ao novo medicamento oral da Lilly, o orforglipron, cuja aprovação é esperada para o início de 2026. Analistas do Citi afirmam que a nova geração de medicamentos GLP-1 se tornou um “fenômeno de vendas”, e que o orforglipron pode se beneficiar dos sucessos anteriores.
Desafios e Oportunidades
Embora a Lilly tenha mostrado um desempenho forte, analistas destacam que os preços do Mounjaro e do Zepbound estão sob pressão. O acordo com o governo dos Estados Unidos pode afetar a receita a curto prazo, mas amplia o acesso ao tratamento, potencialmente beneficiando até 40 milhões de novos pacientes. A Lilly se posiciona novamente como uma das “Sete Magníficas” do mercado, ao lado de gigantes da tecnologia.
O futuro da empresa dependerá de sua capacidade de manter o crescimento e a diversificação de seu portfólio, além de suas estratégias de expansão e aquisições. A trajetória da Lilly será monitorada de perto, especialmente em um cenário de incerteza no mercado.
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