- A Polícia Federal (PF) investiga um suposto esquema de criação e negociação de títulos de crédito sem lastro envolvendo o Banco Master, e levou à prisão de Daniel Vorcaro; a operação Compliance Zero ocorreu na terça-feira, 18 de novembro, e foca em gestão fraudulenta e organização criminosa.
- Na véspera, a defesa de Vorcaro negou as acusações, incluindo a alegação de fraude de R$ 12 bilhões; segundo os advogados, carteiras suspeitas já foram substituídas e as operações envolveram títulos existentes, registrados na Brasil Bolsa Balcão (B3), comprados de terceiros e não diretamente do Banco Master.
- Os defensores sustentam que as operações utilizavam garantias contratuais com possibilidade de substituição ou recompra diante de inconsistências; o Banco Master notificou o Banco de Brasília (BRB) e iniciou a substituição das carteiras problemáticas; o Banco Central (BC) afirmou não haver indícios de irregularidades ligadas diretamente ao banco.
- As medidas cautelares aplicadas pela Justiça foram criticadas pela defesa como desnecessárias e prejudiciais; a operação contribuiu para o BC decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master, mesmo após a venda da instituição para um grupo internacional, protocolada no dia 17 de novembro.
- A investigação aponta que os títulos teriam sido vendidos a instituições financeiras, incluindo o BRB, em operações que violariam normas de governança; o caso resultou em setembro na reprovação da proposta de aquisição de parte do Banco Master pelo BRB.
A Polícia Federal (PF) investiga um suposto esquema de criação e negociação de títulos de crédito sem lastro, envolvendo o Banco Master e resultando na prisão de Daniel Vorcaro. A operação, denominada Compliance Zero, ocorreu na terça-feira, 18 de novembro, e apura crimes como gestão fraudulenta e organização criminosa.
Na véspera da operação, a defesa de Vorcaro divulgou uma nota refutando as acusações, especialmente a de que haveria uma fraude de R$ 12 bilhões. Os advogados afirmaram que as carteiras suspeitas já haviam sido substituídas e que as operações realizadas envolviam títulos existentes, devidamente registrados na B3. Segundo a defesa, os títulos foram adquiridos de terceiros e não diretamente do Banco Master, o que tornaria a prática comum no mercado financeiro.
Defesa de Vorcaro
Os advogados sustentam que as operações foram realizadas com garantias contratuais que previam a possibilidade de substituição ou recompra em caso de inconsistências. A defesa também destacou que, ao identificar documentos fora do padrão, o Banco Master notificou o Banco de Brasília (BRB) e iniciou o processo de substituição das carteiras problemáticas. Além disso, o Banco Central (BC) não encontrou indícios de irregularidades nas operações originadas diretamente pelo banco.
As medidas cautelares adotadas pela Justiça foram criticadas pela defesa, que as considera desnecessárias e prejudiciais. Segundo os advogados, o desenrolar da Operação Compliance Zero levou o BC a decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master, mesmo após a venda da instituição para um grupo internacional, protocolada no dia 17 de novembro.
A investigação da PF aponta que os títulos em questão foram vendidos a instituições financeiras, incluindo o BRB, em operações que violariam normas de governança. O caso resultou na reprovação, em setembro, da proposta de aquisição de parte do Banco Master pelo BRB.
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