- Ignacio Fuertes, sócio e diretor de investimentos da Miraltabank, afirma que a questão energética pode se tornar um gargalo para a IA.
- O executivo também vê potencial de alta para o ouro, destacando-o como oportunidade de investimento.
- A Miraltabank recomenda cautela e aposta em empresas industriais, financeiras e de utilidades para encerrar o ano.
- A firma alerta para desequilíbrios crescentes no mercado, que, na visão deles, não remuneram o risco de forma adequada.
- Fuertes diz ser convencido de que o bitcoin é o “ouro do século XXI” e ressalta uma mudança de paradigma na avaliação, com foco em temáticas de presente e futuro, como defesa, ouro e habitação.
Ignacio Fuertes, sócio, diretor de investimentos e figura-chave da Miraltabank, afirma que a energia pode se tornar um cuello de botella para o desenvolvimento da IA. O executivo aponta que a disponibilidade de energia e seu custo influenciam o ritmo de avanços tecnológicos e de investimentos no setor.
A firma sinaliza cautela diante de desequilíbrios crescentes no mercado, que, segundo Fuertes, não remunera o risco de forma adequada. Ele recomenda cautela para o fechamento do ano, destacando a importância de selecionar ativos com fundamentos mais sólidos.
Fuertes também vê oportunidades em setores mais tradicionais. Entre as sugestões estão empresas industriais, financeiras e utilities, que poderiam oferecer resiliência em cenários de volatilidade. O foco é selecionar companhias com visão de longo prazo.
Visão sobre mudanças de paradigma
O gestor é conhecido por defender teses de investimento baseadas em temas de longo prazo. Ele destaca que a avaliação tradicional deixa de ser o único parâmetro relevante, dando peso à identificação de tendências com presença e impacto futuros.
Além disso, Fuertes é defensor da adoção de ativos digitais. Em particular, ele considera o bitcoin como uma reserva de valor relevante, semelhante ao ouro, com potencial de preservação de valor em contextos de mudança macroeconômica.
Sinais de demanda e estratégia de alocação
A Miraltabank enfatiza a necessidade de acompanhar dinâmicas de demanda energética e seus efeitos sobre setores de tecnologia. A casa advoga por uma alocação que combine ativos defensivos com escolhas de alto potencial de recuperação.
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