- Bradesco projeta R$ 15 bilhões em ofertas de ações em 2026, volume similar ao de 2025.
- A redução da Selic prevista para 2026 pode estimular IPOs no fim do ano, com menor risco após as eleições.
- A avaliação é de Bruno Boetger, vice-presidente executivo do Bradesco, em entrevista no CEO Forum promovido pelo Bradesco BBI, em Nova York.
- No mercado de renda fixa, a emissão deve ficar cerca de 20% menor em 2026, por causa do calendário eleitoral mais curto, com spreads ainda apertados.
- Boetger afirma que os riscos já estavam mapeados e permanecem sob controle.
A redução esperada da Selic em 2026 pode favorecer o ritmo de ofertas de ações no Brasil, estimando-se um total de cerca de R$ 15 bilhões no ano. A projeção é de Bruno Boetger, vice-presidente executivo do Bradesco, responsável pelo banco de atacado, com base no cenário de juros e demanda de mercado.
Segundo Boetger, esse montante é semelhante ao registrado em 2025 e indica espaço para retorno de IPOs ainda no fim de 2026. O otimismo decorre da expectativa de menor percepção de risco no período pós-eleitoral, o que pode abrir espaço para captações via ações.
Para o mercado de renda fixa, o executivo prevê um volume de emissões aproximadamente 20% menor em 2026. O cálculo leva em conta um calendário eleitoral mais curto, que tende a reduzir janelas de emissão. Apesar dos spreads permanecerem firmes, os riscos são vistos como contidos, com problemas já mapeados.
Perspectivas e contexto
A avaliação de Boetger foi feita durante o CEO Forum promovido pelo Bradesco BBI. O evento ocorreu em Nova York, com a participação de lideranças do setor financeiro e investidores internacionais. A conversa abordou o impacto de eleições sobre o humor do mercado e as estratégias de financiamento.
O executivo destacou ainda que a redução de incertezas políticas tende a favorecer o interesse de empresas em abrir capital, especialmente após a janela de maior volatilidade. A expectativa é de que as empresas avaliem timing de IPOs com maior confiança após o pleito.
Boetger ressaltou que, mesmo com o cenário de juros em queda, a trajetória de spreads na renda fixa deve permanecer enxuta. Em sua leitura, os riscos já tinham sido considerados pelos participantes do mercado antes dos moves recentes de política monetária.
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