- Nesta quinta-feira, 27, a Operação Poço de Lobato abriu investigação contra o Grupo Refit por sonegação, fraude tributária e ocultação de patrimônio, com vínculos a operações da Carbono Oculto e dívidas superiores a R$ 26 bilhões.
- A denúncia aponta que cargas de gasolina teriam sido declaradas como destinadas à industrialização para reduzir impostos; investigações envolvem holdings, offshores e fundos de investimento.
- A Agência Nacional do Petróleo interditou parcialmente a Refinaria de Manguinhos, em setembro, com retorno limitado à venda de combustíveis.
- O grupo é controlado por Ricardo Magro e mantém a história da antiga refinaria desde 1954, passando por várias fases até o reposicionamento como Refit em 2017.
- O caso se soma a um conjunto de medidas regulatórias que envolvem o setor de refino e o histórico da unidade no Rio de Janeiro.
O Grupo Refit, controlador da antiga Refinaria de Manguinhos no Rio de Janeiro, é alvo de investigação da Operação Poço de Lobato, deflagrada nesta quinta-feira pelos ministérios públicos e pela Receita Federal. A apuração envolve sonegação, fraude tributária e ocultação de patrimônio, com vínculos a operações associadas à chamada Carbono Oculto e dívidas que superam 26 bilhões de reais. Segundo as investigações, haveria declaração de cargas de gasolina como destinadas à industrialização, o que reduziria tributos devidos. A investigação abrange holdings, offshores e fundos de investimento vinculados ao grupo.
A história da refinaria mostra que, ao longo de décadas, o complexo participou de transformações econômicas e regulatórias do setor. Atualmente sob o comando de Ricardo Magro, o grupo já enfrentou fases de crise, recuperação judicial e reposicionamento estratégico desde 2017, quando adotou o nome Refit. A unidade já chegou a processar até 10 mil barris por dia na década de 1960 e, após interrupções e reestruturações, passou a figurar entre as maiores refinarias privadas do país.
Interdição parcial e desdobramentos
Em setembro, a Agência Nacional do Petróleo interditou parcialmente a Refit, devido a irregularidades relacionadas à importação de gasolina rotulada como nafta e à falta de evidências de refino. A medida foi parcialmente suspensa em outubro, permitindo a retomada de atividades de comercialização, mas mantendo a torre de destilação sem autorização para operar. A interdição ocorreu no contexto das operações Cadeia de Carbono e Carbono Oculto, que continuam em andamento.
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