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Black Friday: como a China influencia a data no Brasil

Black Friday de 2025 deve movimentar R$ 5,4 bilhões nos quatro dias, com potencial de recorde, impulsionada por importações chinesas e nova tributação

A Black Friday se tornou a principal data para as varejistas locais
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  • Black Friday de 2025 fica marcada para 28 de novembro, com prévias apontando crescimento de 29% no faturamento entre 1º e 24 de novembro.
  • A previsão é movimentar R$ 13,34 bilhões, um avanço de 14,7% comparado a 2024.
  • Nos quatro dias de ofertas, as vendas devem chegar a R$ 5,4 bilhões, potencialmente atingindo recorde histórico.
  • O desempenho é puxado pela expansão de importações chinesas de baixo valor e pela competição entre marketplaces; desde 2024, a Lei 14.902/2024 taxou compras internacionais de até US$ 50 em 20%.
  • Observa-se participação de players como Shopee, Temu, AliExpress e Magazine Luiza, com o varejo nacional buscando vantagem em entrega rápida, mix de produtos e confiança na loja.

O varejo brasileiro vive transformação acelerada com maior participação de importados chineses, especialmente de baixo valor, aliado a pressões de preço e ao crescimento de plataformas de e-commerce. A mudança impacta estratégias de competitividade e marcas nacionais. Desde 2024, a Lei 14.902/2024 impõe taxing de 20% sobre compras internacionais até US$ 50, alterando o ambiente de competição.

As prévias da Black Friday 2025 indicam cenário mais aquecido: faturamento entre 1º e 24 de novembro cresceu 29% ante o ano anterior, segundo a Linx. A expectativa é movimentar R$ 13,34 bilhões no total e até R$ 5,4 bilhões nos quatro dias de ofertas, ante recordes anteriores, conforme projeções da Abiacom e da CNC.

No centro da análise está o efeito dos importados sobre preços e ofertas. Dados da FecomercioSP mostram uso crescente de produtos chineses na indústria de transformação, o que reduz margens locais e eleva a pressão por promoções. A nova taxação tem papel paradoxal: pode encurtar a distância de preço entre importado e nacional, aumentando a relevância de entrega rápida, sortimento local e confiança na loja.

Especialistas destacam que a competição deixa de depender apenas de custo. A modalidade de varejo com estoque local para contornar tributos aparece como resposta, especialmente para itens de baixo valor. O papel de plataformas como Shopee e Temu varia por região, enquanto a Shopee mantém posição de força com estrutura local robusta.

As perspectivas de setores mais atingidos abrangem bens duráveis, eletroeletrônicos de pequeno porte, utilidades domésticas, moda e acessórios. Analistas ressaltam que o reequilíbrio fiscal favorece marcas nacionais em atributos como fit, qualidade percebida e prazos de entrega, sem negar a continuidade da concorrência chinesa em nichos específicos.

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