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MBRF acelera sinergias para ampliar participação de mercado no Brasil

MBRF aposta no Natal com proteína Sadia/Perdigão para ampliar participação no Brasil; mira 60% de R$ 1 bi em sinergias até 2026 e acelera exportações, com China em foco

Natal da proteína: MBRF acelera sinergias para ampliar presença no mercado doméstico | (Divulgação/ MBRF)
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  • A MBRF (fusão entre Marfrig e BRF) mira o Natal brasileiro como motor de vendas de proteínas, reforçando Sadia e Perdigão em aves para festas.
  • A receita é 25% gerada no Brasil, 75% no exterior, com foco em halal e na National Beef; no Brasil, liderança no peru e em aves especiais.
  • A empresa pretende alcançar 60% de até R$ 1 bilhão em sinergias até o fim de 2026, apoiadas por integração operacional e fortalecimento de marcas.
  • No terceiro trimestre, lucro de R$ 94 milhões e EBITDA de R$ 3,5 bilhões; custos elevados de milho e óleo de soja pressionaram resultados, mas há expectativa de recuperação com retorno da China.
  • A China deve acelerar a recuperação de exportações, com expansão da operação na Ásia/Golfo e fortalecimento da liderança de marcas.

A gigante de proteínas formada pela fusão entre Marfrig e BRF, a MBRF receives marca Sadia e Perdigão, e planeja usar a temporada de festas para impulsionar resultados. Marcos Molina, principal acionista e presidente do conselho, destacou em São Paulo que o Natal brasileiro será movido pela proteína de qualidade, com foco em aves processadas na marca Na Brasa. A empresa já concentra apenas 25% da receita no Brasil, enquanto 75% fica no exterior, incluindo Halal e a operação da National Beef.

A estratégia aposta na força de marcas para mercados doméstico e internacional, com expansão de aves especiais e processados. No Brasil, a participação no setor de peru é de 75% e de aves especiais atinge 60%. Partes relevantes da receita vêm da divisão internacional, que representa 45%, especialmente halal e Estados Unidos.

Resultados e metas

No terceiro trimestre, a empresa registrou lucro líquido de R$ 94 milhões e EBITDA de R$ 3,5 bilhões. Houve pressão de custos, com milhos e óleos em alta, mas a gestão aponta recuperação de receitas com o retorno da China aos negócios. A empresa projeta aceleração de receitas nos próximos trimestres, com expansão da operação na Ásia e no Golfo, fortalecendo a liderança de marcas.

Sinergias e expansão

A empresa mira 60% de até R$ 1 bilhão em sinergias até fim de 2026, sustentadas pela integração operacional, exportação, logística e força comercial. Desde a fusão aprovada pelo Cade, há avanço na integração entre as operações, e a spin-off halal facilita entradas em varejo e food service no Golfo, com distribuição própria. A China retorna como market-alvo estratégico para cortes com maior aceitação externa.

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