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Pré-mercado: Ibovespa avança em novembro atípico, índices dos EUA caem

Falha técnica no centro de dados da CME paralisa negociações de contratos futuros em Wall Street, ampliando incerteza sobre leitura de métricas e ritmo de cortes

Pré-mercado
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  • Novembro terminou com o Ibovespa em alta de 5,9% em reais (6,6% em dólares) até o dia 27.
  • Em Wall Street, Nasdaq caiu 2,15% no mês e o S&P 500 recuou 0,4% até o dia 26; houve feriado de Dia de Ação de Graças na quinta-feira.
  • Investidores nos EUA reviram para pior as perspectivas de empresas de tecnologia, especialmente de inteligência artificial, devido a dúvidas sobre retorno financeiro de investimentos bilionários.
  • Há expectativa de queda de juros pelo Federal Reserve em 0,25 ponto na última reunião do ano (9 e 10 de dezembro); no Brasil, o Copom deve manter a Selic em 15% com sinais de afrouxamento em 2026.
  • Uma falha técnica no centro de dados da CME paralisou temporariamente negociações de contratos futuros em Wall Street, dificultando a leitura dos ativos no início do pregão.

O pregão de sexta-feira, 28 de novembro, abriu com tom misto para mercados globais. No Brasil, o Ibovespa encerrou novembro com alta expressiva, em torno de 5,9% em reais e 6,6% em dólares até a quinta-feira. Nos EUA, o S&P 500 recuou 0,4% até o dia anterior, e o Nasdaq caiu 2,15%, impactado pela pressão em ações de tecnologia.

A leitura de ativos norte-americanos ficou mais difícil no início do dia por conta de uma falha técnica. O incidente ocorreu no centro de dados da CME, bolsa de Chicago, paralisando temporariamente as negociações de contratos futuros. A indisponibilidade gerou incerteza sobre o ritmo das leituras de preços e das métricas de mercado.

No cenário doméstico, investidores continuam avaliando sinais de política monetária. Há expectativa de que o Fed reduza a taxa de juros em 0,25 ponto percentual na reunião do Fomc de 9 e 10 de dezembro, o que impacta fluxos internacionais. No Brasil, a aposta é de manutenção da Selic em 15% na reunião do Copom, com atenção a sinais de afrouxamento para 2026.

Falha técnica na CME

A interrupção nas negociações nos EUA elevou a cautela entre operadores, dificultando a leitura de movimentos de curto prazo. Não houve confirmação de danos operacionais de longo prazo, mas o episódio destaca sensibilidade a falhas em infraestrutura de mercados globais.

De acordo com fontes do setor, o problema não afetou apenas o pregão físico, mas also o fluxo de ordens e a transmissão de dados para traders institucionais. O serviço foi parcialmente restabelecido ao longo da manhã, com normalização gradual dos contratos futuros.

Indicadores locais nesta sexta mostraram cenários estáveis, sem dados relevantes divulgados para o dia. O mercado acompanha as primeiras leituras pós-novembro, buscando entender impactos de variações cambiais e juros nas próximas semanas.

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