- Desembargadora Solange Salgado revogou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro e de mais quatro executivos do Banco Master, com a imposição de tornozeleira eletrônica, obrigatoriedade de permanecer na cidade e no Brasil e proibição de ocupar cargos.
- A decisão, proferida nesta sexta-feira (28), aponta que não há ameaça à pessoa, à ordem pública ou risco de fuga por parte de Vorcaro.
- Vorcaro estava preso desde 17 de novembro, resultado da Operação Compliance Zero, que investiga crimes contra o sistema financeiro; ele foi preso no Aeroporto de Guarulhos ao tentar viajar para Dubai.
- O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central, com ativos indisponíveis; o Fundo Garantidor de Créditos estimou cerca de 1,6 milhão de credores com R$ 41 bilhões a receber, podendo subir para até R$ 55 bilhões.
- Além de Vorcaro, o ex-CEO Augusto Lima e outros executivos também foram incluídos na decisão de soltura, com condições de cumprimento dos acordos.
A desembargadora Solange Salgado decidiu nesta sexta-feira (28) revogar a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, do Banco Master, e de outros quatro executivos. A medida permite a soltura mediante tornozeleira eletrônica, com a obrigação de permanecer no Brasil e na cidade onde moram, além da proibição de ocupar cargos nas empresas em que atuam.
A decisão, proferida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), ocorreu após pedido de reconsideração da ordem de prisão. A magistrada ressaltou que não há ameaça à integridade física das pessoas nem à ordem pública associadas a Vorcaro, nem risco de fuga.
Entre os liberados está o ex-CEO Augusto Lima. Os executivos deverão usar tornozeleira e não podem se ausentar do município ou do país, conforme a determinação. Também fica proibido atuar como sócio ou ocupante de cargo nas empresas do grupo.
A prisão de Vorcaro ocorreu na noite de 17 de novembro, quando ele foi abordado no aeroporto de Guarulhos, no embarque para Dubai, a bordo de um jato particular. A investigação envolve supostas operações de crédito falsas vendidas ao Banco de Brasília por mais de R$ 12 bilhões, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Simultaneamente, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de empresas associadas, com indisponibilidade de ativos. O FGC estima que haja cerca de 1,6 milhão de credores, com dívidas a receber que podem chegar a R$ 55 bilhões, conforme informações de fontes familiarizadas com o assunto.
Vorcaro nega as acusações e afirma que continuará cooperando com as autoridades. A defesa sustenta que as operações não configuraram fraude e que as carteiras sob investigação não teriam sido transferidas conforme alegado.
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