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Petrobras reduz plano de investimentos 2026-2030 diante da queda do petróleo

Petrobras reduz em 2% o capex do plano 2026–2030 para US$ 109 bilhões, mantendo dividendos de US$ 45 bilhões e teto de endividamento em US$ 75 bilhões

Petrobras reduz em 2% o plano de investimentos 2026-2030 diante da baixa do petróleo | Estatal segue pressionada a pagar dividendos aos investidores mesmo diante cenário mais desafiador (Foto: Bloomberg)
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  • Petrobras reduziu o capex do plano de cinco anos (2026–2030) em 2%, para US$ 109 bilhões, para preservar caixa ante petróleo mais barato.
  • Do total, US$ 91 bilhões vão para projetos em implementação, US$ 10 bilhões dependem de avaliação orçamentária e o restante está em análise.
  • A empresa prevê pico de produção de 2,7 milhões de barris por dia até 2028 e terá oito unidades offshore até 2030.
  • Gasto de US$ 4 bilhões será dedicado a gás e baixo carbono, incluindo biocombustíveis, biometano e etanol.
  • A Petrobras mantém dividendos mínimos de US$ 45 bilhões (2026–2030) e teto de endividamento em US$ 75 bilhões, sem pagamentos extraordinários anunciados.

A Petrobras apresentou uma revisão de seu plano de investimentos de cinco anos (2026–2030), reduzindo o capex em 2% para US$ 109 bilhões. A estatal destinará US$ 91 bilhões para projetos em implementação, enquanto cerca de US$ 10 bilhões dependem de confirmação orçamentária, sujeita a avaliação de financiamento. O restante permanece em análise, com menor grau de maturidade.

A empresa projeta pico de produção de 2,7 milhões de barris por dia até 2028 e planeja oito novas unidades offshore até 2030. Além disso, há previsão de gastos adicionais com gás e baixo carbono, estimados em US$ 4 bilhões. O dividendo mínimo de US$ 45 bilhões permanece, assim como o teto de endividamento em US$ 75 bilhões.

Detalhes do cenário

O ajuste ocorre em meio a preços internacionais de petróleo mais baixos, ficando próximo de US$ 63 por barril, versus US$ 83 considerado no plano anterior. A Petrobras não prevê construção de novas refinoas e mantém foco em exploração, produção e áreas de baixo carbono. O planejamento prevê oito unidades offshore até 2030 e novas jornadas de produção ligadas ao pré-sal, com possíveis parcerias estratégicas no gás e na descarbonização.

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