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Bitcoin cai abaixo de US$ 90 mil e amplia queda do mercado cripto

Bitcoin cai abaixo de US$ 90 mil, refletindo aversão ao risco; novembro registra maior queda desde 2021, com rebaixamento da Tether e queda do ether

Bitcoin teve queda relevante
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  • O bitcoin caiu abaixo de US$ 90 mil nesta segunda-feira (01), atingindo US$ 84.808,54 na mínima (-6,99%).
  • Por volta de 10h10 (Brasília), o preço recuava 5,73%, para US$ 85.959,10; o ether caiu cerca de 6,4%.
  • Em novembro, o bitcoin registrou a maior queda mensal desde meados de 2021, com saída recorde de dinheiro do mercado.
  • Fatores negativos incluem o rebaixamento da Tether pela S&P Global, a discussão sobre o mNAV da Strategy e menor ágio nos contratos futuros da CME.
  • A recuperação do mercado também segue com maior aversão ao risco e com a possibilidade de exclusão de empresas com participações em ativos digitais acima de 50% dos ativos totais pela MSCI.

O bitcoin registra nova rodada de perdas, caindo abaixo de US$ 90 mil nesta segunda-feira (01). A mínima foi de US$ 84.808,54, com queda de 6,99%. Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o ativo recuava 5,73%, para US$ 85.959,10. O ether seguia em território negativo, com queda de cerca de 6,4%, para US$ 2.828,59.

A sessão acompanha um novembro de forte arrocho para criptomoedas, com a maior desvalorização mensal desde 2021 e saída recorde de dinheiro do mercado. Analistas destacam a forte correlação com o mercado de ações como principal fator de pressão no curto prazo.

Entre os indicadores, cresce a ansiedade entre investidores diante de movimentos do mercado derivativo. Os contratos futuros de bitcoin da CME mostram menor apetite para apostas em alta futura, com o ágio entre vencimentos de curto e longo prazo reduzido.

Fatores negativos adicionais aparecem nos bastidores. A S&P Global rebaixou o rating da Tether, citando aumento de ativos de maior risco e falhas de divulgação. A Strategy, maior detentora corporativa de bitcoins, informou que poderá vender participações se a métrica mNAV cair abaixo de 1, situação atual em torno de 1,19.

O panorama externo envolve ainda mudanças na percepção de risco e debates sobre índices. A MSCI avalia, em consulta pública, a exclusão de empresas cuja participação em ativos digitais supere 50% do total. Desde a máxima histórica, o mercado de criptomoedas já perdeu mais de US$ 1 trilhão, segundo dados de mercado.

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