- O Índice de Gerentes de Compras (PMI) da S&P Global ficou em 48,8 em novembro, abaixo de 50, indicando contração pelo sétimo mês seguido.
- As tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pesaram sobre a indústria e reduziram o ritmo das vendas e das novas encomendas, com queda mais acentuada nas exportações.
- A inflação de custos recuou, com nova redução nos preços de bens e segunda queda nos preços de insumos em mais de dois anos, influenciada por movimentos cambiais e demanda global contida.
- O emprego na indústria apresentou sinais tímidos de melhora: 7% das empresas contrataram, e 86% mantiveram o quadro de funcionários.
- O otimismo aumentou ante a possível resolução das tarifas e cortes de juros; a decisão de remover a tarifa de 40% ocorreu em 20 de novembro, com a taxa Selic em 15% e expectativa de manutenção em dezembro.
O PMI brasileiro de novembro ficou em 48,8, abaixo de 50, sinalizando contração pela sétima vez consecutiva. As tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros continuam pesando sobre a indústria nacional.
A leitura mostra queda nas novas encomendas e na produção, com demanda fraca e pressão sobre as vendas externas. A taxa geral de redução de encomendas foi mais intensa que em outubro, e as exportações recuaram no ritmo mais forte desde junho.
Os dados foram coletados antes da decisão dos EUA, anunciada em 20 de novembro, de retirar a tarifa de 40% sobre itens como carne bovina, café, cacau e frutas. Ainda assim, o PMI apontou certa melhoria de condições em relação ao mês anterior.
O otimismo das empresas aumentou, com expectativas de resolução das tarifas e de cortes adicionais na taxa básica de juros. A Selic está em 15% e a projeção é de manutenção nesse patamar em dezembro. Empresas esperam que investimentos em novos produtos impulsionem a produção no próximo ano.
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