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BYD tem queda de vendas pelo terceiro mês com forte concorrência na China

BYD tem queda de 5,3% nas vendas globais em novembro, para 480.186 veículos; meta anual de 4,6 milhões depende de 418.000 em dezembro

BYD registra queda nas vendas pelo terceiro mês com maior concorrência na China | Montadora tem perdido participação tanto no mercado de massa quanto nos segmentos mais premium. (Foto: Qilai Shen/Bloomberg) (Bloomberg/Qilai Shen)
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  • Em novembro, as vendas globais da BYD somaram 480.186 veículos, queda de 5,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
  • O recuo ocorre pelo terceiro mês consecutivo, ainda em um período em que a demanda costuma ser aquecida.
  • Para atingir a meta anual de 4,6 milhões, a BYD precisa vender cerca de 418.000 unidades em dezembro.
  • O lucro caiu por dois trimestres, mesmo com exportações positivas de 131.935 veículos, insuficientes para compensar a fraqueza da demanda doméstica.
  • A empresa enfrenta forte concorrência de Geely e Xiaomi, além de barreiras comerciais na Europa e na América do Norte que dificultam expansão externa.

A BYD registrou a terceira queda mensal seguida de vendas globais, em meio à intensificação da competição. Foram 480.186 veículos entregues em novembro, queda de 5,3% ante o mesmo mês de 2023. O recuo ocorre em um período de aquecimento tradicional.

A empresa, líder mundial em carros elétricos, enfrenta avanço de rivais como Geely e Xiaomi, além de ajustes regulatórios na China que visam frear descontos agressivos. A participação de mercado da BYD diminui tanto no mass market quanto em segmentos premium.

Para cumprir a meta anual de 4,6 milhões de veículos, a BYD precisa vender cerca de 418.000 unidades em dezembro. O desempenho de novembro preocupa, já que o mês costuma impulsionar as vendas devido a incentivos estatais.

Os resultados divulgados mostram queda de lucros por dois trimestres consecutivos, pese à exportação positiva. Em novembro, as exportações somaram 131.935 unidades, ainda assim insuficientes para compensar a demanda interna fraca.

A China mantém uma ofensiva para conter a expansão desordenada da indústria de elétricos, incluindo restrições a grandes descontos. Esse cenário afeta diretamente a BYD, que depende de incentivos governamentais para NEVs.

PUBLICIDADE – Conteúdo com colaboração de Foster Wong. A cobertura baseia-se em dados da Bloomberg. As informações destacam o desafio da BYD frente aos novos competidores e às barreiras comerciais externas.

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