- A ITB Holding Brasil Participações Ltda. passará a controlar a Avenue, aumentando participação votante para 50,1% do capital total.
- A mudança determina que Itaú Unibanco tenha o controle da empresa, que atua com uma corretora digital norte-americana voltada a investimentos de brasileiros nos EUA.
- O pedido de aprovação foi protocolado no Cade em 19 de novembro deste ano; o ato foi publicado no Diário Oficial do dia 1º, abrindo prazo para manifestações.
- A operação ainda depende da aprovação final do Cade e do Banco Central; a Avenue aponta que se trata de uma formalidade burocrática sem impactos operacionais.
- Historicamente, o Itaú detém 35% da Avenue desde 2022, adquirido via contrato com Avenue Controle Cayman Ltd. e demais acionistas, com etapas previstas para aumentar a participação ao longo do tempo.
A ITB Holding Brasil Participações Ltda., controladora do Itaú Unibanco, pediu ao Cade a aprovação para um ato de concentração que elevaria a participação da instituição na Avenue Controle Cayman Ltd. para 50,1% com direito a voto, conferindo controle acionário. A solicitação foi protocolada em 19 de novembro e publicada no Diário Oficial na semana passada, abrindo prazo para manifestações.
A Avenue, dona de uma corretora digital norte-americana voltada a investimentos de brasileiros nos EUA, é a empresa alvo do movimento. O objetivo é ampliar a participação do Itaú no negócio, mantendo a estrutura de governo corporativo conforme o acordo de 2022. A Avenue sustenta que a operação não altera operações nem concorrência.
Avanço regulatório
A Avenue informou que o processo no Cade é uma formalidade, uma vez que os termos originais do acordo já eram conhecidos. A instituição afirma que não haverá impactos operacionais com a mudança de controle. O Banco Central também precisa se manifestar para a conclusão da operação, ainda sem data definida.
Participação e próximos passos
Historicamente, o Itaú já detinha 35% da Avenue desde 2022, após aporte de R$ 160 milhões e compra de ações por cerca de R$ 493 milhões. O acordo prevê que, dois anos após, o Itaú possa adquirir 15,1% adicionais, e, cinco anos após, em 2027, tenha a opção de comprar a fatia remanescente. A operação depende de aprovação final pelos reguladores. O Itaú não comentou o assunto.
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