- Em dois mil e dezoito, o Itaú BBA reposicionou o agronegócio como plataforma integrada, elevando a exposição para cerca de R$ 100 bilhões com plano estruturado até dois mil e trinta.
- A carteira rural passou a crescer com foco por cadeias, como açúcar/etanol e grãos, com equipes dedicadas e visão de longo prazo para entender ciclos, rentabilidade e riscos.
- O banco criou uma carteira de crédito verde de R$ 5,2 bilhões e adotou uma matriz de quarenta e três dimensões para avaliar riscos socioambientais e facilitar a transição produtiva.
- A estratégia mudou de defesa para ataque, priorizando governança, seletividade na concessão de crédito e relações de geração com clientes de longo prazo.
- O cenário atual traz margens mais apertadas e ciclos de ajuste; a agenda climática passa a compor o crédito, com práticas de sustentabilidade e mudanças no discurso dentro das fazendas.
O Itaú BBA decidiu em 2018 tratar o agronegócio como plataforma integrada, reposicionando a carteira rural. O objetivo era ampliar a exposição do banco ao setor, com foco em cadeias específicas e visão de longo prazo, buscando governança mais robusta e avaliação de riscos.
Desde então, a expansão ganhou velocidade e ganhou um plano estruturado até 2030. Hoje, a carteira de crédito rural soma cerca de 100 bilhões de reais, após ter ficado em patamar de poucos bilhões no início da década. A estratégia passou pela especialização por cadeias produtivas, como açúcar/etanol e grãos, com atuação mais profunda ao longo de todo o ciclo produtivo.
A mudança de postura ganhou ainda dimensão com o desenvolvimento de uma matriz de 43 dimensões para riscos socioambientais e com o surgimento de uma carteira de crédito verde de 5,2 bilhões de reais. Essa transformação reflete a transição de uma atuação defensiva para uma postura de ataque, priorizando sustentabilidade e relacionamentos de longo prazo com clientes.
Mudança de postura e crédito verde
Em entrevista à Forbes Brasil, o diretor de Agronegócio, Pedro Fernandes, destacou que o banco passou de uma carteira entre 3 e 4 bilhões para 50 bilhões na porteira para dentro, consolidando a estratégia de longo prazo para 2026 e 2030. Além de oferecer condições diferenciadas para programas de transição produtiva, o Itaú BBA busca identificar clientes com boas práticas e menor intensidade de carbono, ampliando a atuação de crédito verde. A governança, a gestão administrativa e o controle de riscos passaram a acompanhar o tamanho das operações, com atuação também como estruturador em casos de fragilidade nesses aspectos. Os executivos destacam que, mesmo com a elevação da inadimplência em relação a anos anteriores, o nível permanece controlado pela seletividade e pela proximidade com a base de clientes.
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