- O Banco Central mantém o aperto monetário com a Selic em 15% ao ano, citando um mercado de trabalho aquecido.
- Em São Paulo, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a economia está forte e requer uma postura cautelosa.
- Ele disse ter dificuldade em explicar a queda do desemprego com juros elevados, questionando a “tese do desalento”.
- A probabilidade de manter a Selic em janeiro subiu para 40%, enquanto a chance de corte caiu para 19%.
- Dados futuros podem redefinir o cenário: PIB do terceiro trimestre (4 de dezembro) e IPCA de novembro (10 de dezembro).
O Banco Central mantém a política monetária endurecida, com a Selic em 15% ao ano. Em evento em São Paulo, o presidente Gabriel Galípolo destacou que o mercado de trabalho brasileiro segue aquecido, o que restringe espaço para cortes na taxa. Ele também reconheceu a dificuldade em explicar por que o desemprego cai mesmo com juros elevados.
Segundo Galípolo, há sinais de consolidação de uma economia forte e resiliente, o que impõe prudência na condução da política. As declarações apontam que a justificativa para redução de juros precisa de mais evidências, alimentando cautela entre investidores sobre o ritmo de cortes.
As apostas para a primeira reunião do Copom de 2025 indicam maior probabilidade de manutenção da Selic em 15% ao ano. Dados de 1º de dezembro mostram alta nessa probabilidade, com o mercado revisando para menos chances de corte imediato. A taxa segue sob monitoramento dos indicadores de atividade e inflação.
Dados que podem redefinir o cenário chegam em dezembro. Em 4 de dezembro sai o PIB do terceiro trimestre, e em 10 de dezembro o IPCA de novembro. Esses resultados costumam orientar futuras decisões do Copom, ao lado do Comunicado e da Ata da reunião quarta-feira, quando se decide sobre o caminho da política monetária.
Dados econômicos que merecem atenção: o PIB trimestral e a inflação diária da inflação oficial. O mercado acompanha as leituras para ajustar expectativas de trajetória da Selic, enquanto o BC mantém o foco na estabilidade macroeconômica.
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