- Polícia realizou uma operação em agosto no distrito financeiro de São Paulo, afastando o fundador da Reag Investimentos, Mansur, e expondo estruturas de fundos de fachada.
- Investigadores apontam um esquema de lavagem de dinheiro de quase US$ 10 bilhões associado ao Primeiro Comando da Capital e envolvendo quase quarenta fundos sob suspeita.
- Documentos indicam que fundos usados pela organização mascaravam ativos e tinham foco em combustíveis, fintechs e usinas de açúcar e etanol, com uso de fundos exclusivos (cotista único).
- Autoridades identificaram que a Reag geria ou administrava ao menos quarenta fundos ligados a Mohamad Mourad, enquanto advogados da gestora afirmam cooperação com as autoridades e negam envolvimento comprovado.
- Promotores sustentam fortes vínculos entre Mourad e o PCC; a Reag afirma que seus clientes não tinham antecedentes criminais e que deixou de prestar serviços aos fundos envolvidos em 2024.
A Reag Investimentos, que já teve Mansur como figura central, foi alvo de uma operação policial em agosto. A ação afastou o fundador, citando uma investigação de lavagem de dinheiro ligada ao PCC que envolve quase US$ 10 bilhões e cerca de 40 fundos sob suspeita.
Segundo documentos judiciais, a investigação aponta que Mourad estaria por trás de um esquema de ocultação de lucros por meio de fundos de investimento, usados para financiar uma rede de combustíveis, fintechs, usinas e ativos vinculados ao PCC. A Reag é mencionada como administradora de parte desses fundos.
A polícia e a Receita Federal identificaram que muitos fundos tinham cotistas únicos, configurando fundos de fachada. Autoridades afirmam que Mourad desvia recursos para expandir negócios e ocultar ativos. A Reag negou envolvimento direto e informou que parou de prestar serviços aos fundos suspeitos em 2024.
Entidades regulatórias destacam falhas regulatórias no mercado de capitais. O caso envolve presidente e ex-acionistas da Reag, bem como clientes como o Banco Master, já liquidado. Advogados da Reag insistem na colaboração com autoridades e afastam ligações com práticas irregulares.
A operação de agosto abalou a comunidade de investimentos brasileira ao revelar estruturas de fundos com múltiplos estágios de gestão. Investigações apontam que camadas de empresas e fundos foram usados para lavar lucros e financiar atividades do PCC.
Mansur, hoje afastado, integrou o conselho de supervisão de clubes e atuou como gestor da Reag desde 2012, quando a empresa se expandiu para setores além de imóveis. O cenário evidencia a complexidade de casos em que organizações criminosas se infiltram em o mercado financeiro.
Entre na conversa da comunidade