- A economia verde global já movimenta mais de US$ 5 trilhões por ano e deve ultrapassar US$ 7 trilhões até 2030, segundo o Fórum Econômico Mundial (WEF) em parceria com o Boston Consulting Group (BCG).
- O setor é um dos que mais cresce no mundo, ficando atrás apenas da tecnologia, com empresas de mercados sustentáveis ganhando vantagem competitiva.
- As receitas de soluções verdes crescem em média o dobro das linhas tradicionais, e companhias com mais de cinquenta por cento da receita em mercados verdes recebem prêmios de avaliação entre 12% e 15% nas bolsas.
- Desde 2010, os custos das principais tecnologias de baixo carbono caíram bastante: energia solar fotovoltaica e baterias de lítio around 90% mais baratas, e a energia eólica offshore cerca de 50%.
- A China destaca-se na transição energética: em 2024 investiu US$ 659 bilhões em energia limpa e deve responder por mais de sessenta por cento da capacidade renovável adicional instalada no mundo até 2030, além de liderar em patentes e manufatura.
A economia verde global já movimenta mais de US$ 5 trilhões por ano e pode chegar a US$ 7 trilhões até 2030, segundo um relatório conjunto do Fórum Econômico Mundial (WEF) e o Boston Consulting Group (BCG). O estudo mostra que o setor é um dos que mais crescem, atrás apenas da tecnologia.
Empresas com atuação em mercados sustentáveis apresentam desempenho financeiro superior, com receitas de soluções verdes crescendo o dobro das linhas tradicionais. Além disso, 55% da redução de emissões globais já pode ocorrer com tecnologias de custo competitivo.
O relatório aponta redução expressiva de custos de baixo carbono: energia solar e baterias de lítio caíram cerca de 90% desde 2010, e a eólica offshore caiu quase 50%. Mesmo assim, o ritmo de adoção é desigual entre mercados e algumas tecnologias requerem mais escala e apoio público.
China assume liderança na transição
Em 2024, a China investiu US$ 659 bilhões em energia limpa e deve responder por mais de 60% da capacidade renovável adicional instalada mundialmente até 2030. O país lidera em patentes de energia solar, baterias e veículos elétricos, reorganizando cadeias de suprimentos e deslocando o centro de inovação verde para o Oriente.
A vantagem chinesa envolve liderança em manufatura, inovação e implantação de tecnologias verdes. Segundo o estudo, a tendência tende a se consolidar nos próximos anos, com impacto na geopolítica de energia e no investimento global.
Brasil e o uso de biocombustíveis
O relatório menciona o Brasil apenas na área de biocombustíveis, destacando o forte apoio a combustíveis de primeira geração, fruto de políticas públicas e infraestrutura flex-fuel. O estudo ressalta que o país se beneficia de esse histórico, sem detalhar impactos atuais.
A economia verde global já se configurou como motor de crescimento da última década, com impactos sobre investimentos, custos de tecnologias e reorganização de cadeias de suprimentos internacionais.
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