- A União Europeia anunciou uma estratégia de € 3 bilhões (ReSourceEU) para reduzir a dependência da China em matérias-primas críticas.
- O programa visa apoiar 25-30 projetos estratégicos em recursos como terras raras, gálio, germânio e lítio, com foco em diversificação e des-risco das cadeias de suprimento.
- Será criado um hub europeu de materiais críticos, com estoques conjuntos para apoiar projetos, incluindo programas de defesa urgentes.
- A iniciativa ocorre em meio a temores de que a China use controles de exportação de matérias-primas para manter influência global.
- A estratégia chega num momento em que EUA, Japão, Canadá e Austrália intensificam esforços para reduzir a dependência da China nesse setor.
A União Europeia anunciou uma estratégia de 3 bilhões de euros, batizada ReSourceEU, para reduzir a dependência de insumos críticos da China. O foco abrange terras raras, galínio, germânio e lítio, com apoio a 25-30 projetos estratégicos.
O objetivo é de‑riscar e diversificar as cadeias de suprimento, criando um hub europeu de materiais críticos. O plano prevê estoques conjuntos e financiamento para projetos que incluam defesa urgente.
A iniciativa é liderada pela comissária europeia de indústria, Stéphane Séjourné, no contexto de tensões globais sobre o fornecimento de componentes sensíveis. A UE busca reduzir vulnerabilidades frente a controles chineses.
A medida surge após avisos de governos e industriais sobre o risco de depender de um único fornecedor. A discussão ocorre em meio a sinais de maior contestação de Beijing sobre exportações de matérias‑primas.
Países membros veem a estratégia como passo para acompanhar EUA, Japão, Canadá e Austrália, que já atuam para diversificar fornecedores. A pauta ganhou impulso com ameaças recentes de restrições chinesas.
O programa ReSourceEU considera a construção de uma cadeia de suprimentos mais resiliente, com compartilhamento de encomendas entre empresas. A iniciativa também mira apoiar programas de defesa.
Especialistas do setor apontam que a mineração de terras raras é complexa e cara, o que exige investimento prolongado. A indústria ressalta a necessidade de competências e infraestrutura adequadas.
Analistas ponderam que a implementação pode levar anos, mas reforçam a importância de reduzir a dependência externa. Observam que medidas administrativas e regulatórias serão determinantes para o sucesso.
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