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Boom petroquímico da China aumenta temor de excesso de oferta global

A expansão da capacidade petroquímica da China eleva risco de excedente global, pressionando preços e mercados, com exportações para Vietnã em alta

Boom petroquímico da China aumenta o temor de excesso de oferta no mercado global | A China construiu sete gigantescos polos petroquímicos na última década. (Foto: Qilai Shen/Bloomberg) (Bloomberg/Qilai Shen)
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  • A China construiu sete polos petroquímicos gigantes na última década, ultrapassando os Estados Unidos na produção de etileno e polietileno.
  • A produção de polietileno deve crescer dezenove por cento neste ano; a demanda interna avança dez por cento e as importações caem treze por cento.
  • As exportações para o Vietnã subiram oitenta e oito por cento nos doze meses até outubro; outros mercados incluem Filipinas, Bangladesh, Arábia Saudita e África.
  • Neste ano, entram em operação a Exxon Mobil em Guangdong e a Ningxia Baofeng Energy na Mongólia Interior; a BASF Guangdong pode atrasar para 2025.
  • O excesso de capacidade pressiona preços e acende preocupações entre produtores europeus; Pequim pretende reestruturar petroquímica e refino para eliminar plantas menores e modernizar operações.

Nos últimos dez anos, a China ergueu sete polos petroquímicos de grande porte e já superou os EUA na produção de etileno e polietileno. A aposta é alcançar autossuficiência, mas o ritmo acelerado gera excedente de capacidade e pressiona mercados globais.

Neste ano, grandes acréscimos entram em operação: a Exxon Mobil em Guangdong e a Ningxia Baofeng Energy na Mongólia Interior. A BASF Guangdong pode atrasar para 2025, segundo previsões da JLC. A produção de polietileno deve elevar-se 18% frente a 2024.

Com esse aumento, a demanda doméstica crescerá cerca de 10%, enquanto as importações devem recuar aproximadamente 13%, aponta a JLC. Em paralelo, as exportações para o Vietnã cresceram 88% nos 12 meses encerrados em outubro, conforme dados alfandegários citados pela mesma consultoria.

A China continua a ser o maior mercado de plásticos mundial, o que amplia o efeito de oferta interna sobre mercados externos. A produção interna mais elevada tende a reduzir dependência de importação, pressionando também produtores globais, especialmente na Europa, frente a custos de energia elevados.

Analistas avaliam que a capacidade adicional pode manter a China na dianteira, mas gera margens mais estreitas e pode adiar investimentos futuros. A Exxon Mobil e a Ningxia Baofeng destacam-se como pilares do aumento, enquanto a BASF Guangdong pode iniciar operações apenas em 2025.

Segundo a Bloomberg, o aumento de capacidade já impacta preços: o contrato futuro de polietileno na China caiu cerca de 13% neste ano. A Sinopec, maior produtora nacional de etileno, registrou perdas expressivas em 2025, refletindo o cenário de excesso de oferta.

A China sinaliza uma reestruturação setorial para reduzir plantas de menor porte e modernizar operações, buscando alinhar produção com demanda interna e evitar impactos prolongados na cadeia global de petroquímicos.

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