- Em Patagônia chilena, o mergulhador Arturo Vera, 59 anos, morreu após acidente envolvendo uma embarcação; autópsia indicou negligência e a empresa foi multada por violações de segurança.
- A viúva Julia Cárcamo López, moradora de Maullín, busca reparação judicial após o acidente.
- Dados do setor indicam 83 mortes entre março de 2013 e julho de 2025, com relatos de condições de trabalho perigosas nas salmoniculturas.
- Casos de poluição e ações do Mapuche contra fazendas de salmon em Chesque, Araucanía, resultaram em interrupções temporárias e sanções administrativas.
- A indústria de salmon Chile é a segunda maior do mundo, exportando para mais de oitenta países e atendendo principalmente aos Estados Unidos, Europa e outros mercados, apesar de críticas sobre uso de antibióticos e impactos ambientais.
O caso triggera uma análise sobre a segurança no setor de salmonicultura no Chile: Julia Cárcamo López e o marido, Arturo Vera, morreram em um acidente de mergulho envolvendo uma embarcação na Patagônia chilena. A autópsia apontou negligência. O incidente ocorreu na região de Magallanes, em Puerto Natales, no entorno de uma fazenda de salmão.
A família informou que o acidente ocorreu durante atividades de mergulho na fazenda Taraba. Multas foram aplicadas pela violação de normas de segurança e de trabalho, após investigação do inspectorado do trabalho. A empresa não respondeu aos pedidos de comentário.
Dados do setor indicam que, entre 2013 e 2025, 83 trabalhadores morreram em acidentes na aquicultura no Chile. Pergunta central: como equilibrar crescimento econômico com condições de trabalho seguras e proteção ambiental?
A indústria de salmão chilena é a segunda maior do mundo e exporta para mais de 80 países, com forte presença nos Estados Unidos. Porém, enfrenta críticas por uso excessivo de antibióticos, poluição de rios e impactos sobre comunidades locais, incluindo povos indígenas.
Conflitos e ações legais
Casos de contaminação afetam rios da região de Araucanía e Los Ríos. A Mapuche sustenta ações contra a Sociedade Comercial Agrícola y Forestal Nalcahue, com interrupções temporárias de atividades e sanções administrativas em curso, ainda sem resolução final.
Especialistas apontam déficit de fiscalização: equipes locais costumam ser pequenas e com acesso dificultado, o que dificulta inspeções periódicas em até 12 horas de viagem marítima. O tema envolve ministérios do Ambiente e da Pesca, além de associações do setor.
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