- Relatório do Institute for Local Self-Reliance aponta que governos locais e distritos escolares usam Amazon com precificação dinâmica, sem licitações, desde 2016.
- Denver spend 5,7 milhões de dólares em 2023 e poderia ter economizado cerca de 1 milhão (17%) se tivesse obtido sempre os menores preços da plataforma.
- Pesquisadores analisaram aproximadamente 55 mil compras de 23 entidades públicas, encontrando variações de preço significativas entre itens repetidamente pedidos.
- A Amazon rebate o estudo, dizendo que é falho e enganoso, além de afirmar oferecer preços baixos e ferramentas para acompanhar gastos; o grupo questiona a metodologia.
- Em 2023, gastos com Amazon por entidades públicas somaram 2,2 bilhões de dólares, com aumento desde 2016; exemplos citados incluem itens como papel, cola, panos de limpeza e giz de cera.
O relatório do Institute for Local Self-Reliance afirma que governos locais e distritos escolares nos EUA utilizam a Amazon com preços dinâmicos, abrindo mão de licitações há quase uma década. A análise baseia-se em dados públicos de 23 entidades e em aproximadamente 55 mil compras repetidas por itens.
Segundo o estudo, a prática resulta em variações de preço significativas e supostas overcharges em itens básicos de aquisição. Em Denver, Colorado, o gasto com a Amazon em 2023 foi de cerca de 5,7 milhões de dólares; estimativas indicam que, com negociações que garantissem os menores preços, a cidade poderia ter economizado cerca de 1 milhão de dólares, equivalente a 17% do total anual.
Caso de Denver e impactos
O levantamento detalha compras de itens como cola Elmer’s, papel A4 da marca Amazon, lenços de limpeza Lysol e giz Crayola, em que diferenças de preço apareceram entre pedidos repetidos. Em uma ocasião, duas compras de marcadores para quadro branco tiveram preços distintos em operações separadas no mesmo dia.
O relatório aponta que a dependência de preços dinâmicos pode expor compradores a oscilações de preço e dificultar a transparência de custos. Segundo os autores, a adoção de contratos com preços fixos e o foco em fornecedores locais teriam potencial de reduzir despesas públicas. A Amazon contestou o estudo, alegando falhas metodológicas e destacando que oferece preços competitivos e ferramentas de controle de gastos. A empresa também ressaltou facilitar compras junto a fornecedores locais certificados.
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