- Refinarias indianas cancelaram cerca de 70 mil toneladas métricas de óleo de soja cru para entrega entre dezembro e janeiro, após alta global de preços e desvalorização da rupia.
- O óleo de soja bruto para entrega em janeiro está em US$ 1.220 por tonelada, ante US$ 1.140 há um mês; o óleo de palma oferece desconto superior a US$ 100 por tonelada.
- A diferença de preços tornou o óleo de soja importado menos competitivo, levando a cancelamentos de contratos assinados em setembro.
- Refino indiano prevê prejuízo superior a US$ 70 por tonelada importada, com alguns acordos referentes a preços levemente abaixo da taxa de mercado.
- A rupia atingiu mínima histórica; Índia é o maior importador mundial de óleo vegetal, com óleo de palma vindo principalmente de Indonésia e Malásia, e óleo de soja de Argentina, Brasil, Rússia e Ucrânia.
A Índia, maior importadora mundial de óleo vegetal, cancelou cerca de 70 mil toneladas métricas de óleo de soja cru para entrega entre dezembro e janeiro. O movimento ocorreu após a alta dos preços globais e a desvalorização da rupia, que atingiu recorde recente.
Fontes do comércio indicam que o reajuste tornou o óleo de soja importado mais caro que o produzido no mercado local, levando refinarias a cortar contratos assinados em setembro. O cenário favoreceu negociações com pequenas margens de lucro para os compradores.
Os preços do óleo de soja cru chegaram a US$ 1.220 por tonelada para entrega em janeiro, ante cerca de US$ 1.140 há um mês, segundo levantamento de mercado. O óleo de palma oferece desconto superior a US$ 100 por tonelada.
Contexto de preços e alternativas
Com a rupia em baixa, os refinadores indianas passaram a avaliar margens. O óleo de soja refinado negocia em torno de 124.700 rúpias por tonelada, frente a 132.100 rúpias de suprimento importado. A rupia caiu a 90,42 frente ao dólar, registrando queda histórica.
A rajada de custos levou a Índia a buscar fontes alternativas. O óleo de palma está sendo oferecido com desconto relevante, o que estimulou trocas para essa commodity frente ao óleo de soja. A maior parte das aquisições continua dependente de Argentina, Brasil, Rússia e Ucrânia.
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