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Neozelandesa entra na indústria florestal no Uruguai com US$ 100 milhões

Claymark recebe estímulo de investimento de US$ 102,8 milhões para instalar planta de serraria e remanufatura de alta tecnologia no Uruguai; localização e cronograma não divulgados

Colheita de floresta plantada no Uruguai
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  • A Comissão de Aplicação da Lei de Investimentos promoveu um projeto da empresa neozelandesa Claymark no valor de 632.110.879 unidades indexadas, equivalentes a US$ 102,8 milhões, assinado em cinco de novembro pelo ministro da Economia e Finanças, Gabriel Oddone, e pela ministra da Indústria, Energia e Mineração, Fernanda Cardona.
  • O objetivo é instalar uma planta de serraria e remanufatura de alta tecnologia; a localização exata e o cronograma ainda não foram divulgados, mas há indicação de integração com a cadeia de suprimentos no norte do país.
  • A Claymark atua na Nova Zelândia com sete plantas na Ilha Norte e mais de seiscentos funcionários, e pretende replicar um modelo de maquinário de última geração para competir em mercados internacionais.
  • O setor florestal uruguaio, em 2024, somou 1,16 milhão de hectares plantados e exportou celulose no valor de US$ 3,007 bilhões, com destinos principais China e União Europeia; o país busca ampliar a segunda transformação e a geração de energia a partir de biomassa.
  • A expectativa é de alto valor agregado e geração de empregos, com o projeto já em gestação há pelo menos três anos, conforme fontes próximas à Claymark; a empresa não confirmou oficialmente a localização nem o cronograma.

O Ministério da Economia e Finanças do Uruguay, por meio da COMAP, oficializou o apoio a um investimento da Claymark, empresa da Nova Zelândia. O projeto prevê a construção de uma planta de serraria e remanufatura de alta tecnologia, com valor de 632.110.879 unidades indexadas (cerca de US$ 102,8 milhões). A assinatura aconteceu em 5 de novembro, entre o ministro Gabriel Oddone e a ministra Fernanda Cardona.

A localização exata da planta ainda não foi divulgada, nem o cronograma de início das obras. Há indicação de que o empreendimento se conecte à cadeia de suprimentos existente no norte do país, com potencial de impacto na geração de empregos e no valor agregado da indústria florestal.

Contexto e perspectivas: o Uruguai já abriga investimentos relevantes no setor, como Lumin, Arboreal e a expansão da celulose. Segundo fontes do setor, a Claymark pretende aplicar tecnologia de ponta para competir em mercados internacionais, replicando o modelo de maquinário moderno utilizado em operações na Nova Zelândia.

Dados oficiais indicam que o setor florestal segue entre os motores da economia, com plantações de eucalipto dominando a matriz e celulose como principal produto de exportação. A combinação de cadeia produtiva, transformação de madeira e geração de energia por biomassa sustenta o perfil de investimentos contidos na análise recente da Uruguay XXI.

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