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Brasileira Luana Lopes Lara ganha holofote global no mercado de previsões

Kalshi atinge avaliação de 11 bilhões de dólares após rodada de um bilhão, elevando jovens cofundadores a bilionários; Polymarket recebe investimento similar da ICE

Como o mercado de previsões tornou a brasileira Luana Lopes Lara uma bilionária | Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi: só neste ano, a startup da brasileira captou quase US$ 1,5 bilhão em capital externo (Foto: Instagram/@luana_lopes_lara) (Instagram/@luana_lopes_lara)
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  • Kalshi captou quase US$ 1,5 bilhão neste ano, incluindo uma rodada de US$ 1 bilhão que avaliou a empresa em US$ 11 bilhões.
  • Os cofundores Tarek Mansour e Luana Lopes Lara têm patrimônio estimado de cerca de US$ 1,3 bilhão cada, com aproximadamente 12% de participação na Kalshi.
  • A Kalshi recebeu aprovação da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) em 2020 para operar como mercado de contratos designados, após passar pelo Y Combinator em 2019.
  • A Polymarket recebeu investimento semelhante da Intercontinental Exchange (ICE), ampliando o ecossistema; Coplan tornou-se um bilionário self-made aos 27 anos.
  • Reguladores estaduais questionam operações tratadas como casa de apostas; a Kalshi afirma operar sob regulamentação federal e não sob regras estaduais.

A Kalshi, plataforma de mercados de previsão, viu seu valor disparar neste ano. Após levantar cerca de US$ 100 milhões em seis anos, a empresa anunciou quase US$ 1,5 bilhão em captação externa neste ano, com uma rodada de US$ 1 bilhão que a avaliou em US$ 11 bilhões. Os cofundadores são Tarek Mansour e Luana Lopes Lara, ambos com aproximadamente US$ 1,3 bilhão de patrimônio cada, segundo o Bloomberg Billionaires Index.

Na prática, a valorização elevou os jovens diretores a uma posição de destaque no ecossistema de tecnologia financeira. Lopes Lara, brasileira, e Mansour, libanês, estudaram no MIT e trabalharam na Citadel antes de fundarem a Kalshi em 2018. A empresa já havia passado pelo Y Combinator em 2019 e recebeu aprovação regulatória da CFTC em 2020 para operar como mercado de contratos designados.

Evolução recente e concorrência

A Kalshi, sediada em Nova York, expandiu seu portfólio com contratos ligados a temas esportivos e políticos, incluindo apostas sobre desempenho de atletas. A empresa enfrentou ações regulatórias estaduais que contestam a legalidade de operações em determinadas jurisdições, enquanto defende que, por ser regulada federalmente, não deve seguir regras estaduais.

A competição com a Polymarket ganhou impulso após a Polymarket assegurar investimento de até US$ 2 bilhões da Intercontinental Exchange, anunciado em outubro. O fundador Shayne Coplan tornou-se um dos jovens bilionários self-made mais citados pelo conteúdo recente. A Polymarket também depende de regulamentação para operar nos EUA, após ações similares em 2022.

Ambas as plataformas, segundo a reportagem, ajudaram a popularizar mercados de previsão entre jovens empreendedores, com volumes de negociação em patamares recordes. Enquanto a Kalshi consolida sua posição, o ecossistema vê surgirem novas startups buscando espaço nesse nicho de investimentos.

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