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Centro histórico de Lima será restaurado após danos sísmicos e abandono.

Lima 2035 vai restaurar o centro histórico, com 170 imóveis, financiamento via imposto local de 3% e megaprojetos como recuperação do Rímac e túnel na Avenida Abancay

The historic centre of Lima, once the wealthiest city in South America, had fallen into decline. Its status as a World Heritage Site has encouraged its rejuvenation Ian Dagnall/Alamy Stock Photo
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  • Em 1991, o centro histórico de Lima foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial, mas enfrenta abandono e desinvestimento devido a terremotos e mudanças urbanas ao longo dos séculos.
  • Lima 2035 é o programa de restauração e revitalização com conclusão prevista para celebrar os 500 anos da cidade, envolvendo a recuperação de 170 imóveis e obras públicas e privadas.
  • O financiamento vem de um imposto local de 3% sobre tributos, com um plano de 4 mil páginas aprovado por ministérios e UNESCO, resultando em cerca de $38 milhões anuais para o projeto.
  • Megaprojetos incluem a recuperação do rio Rímac e o tunelamento sob a Avenida Abancay, além de abertura de hotéis e restaurantes no centro com investimento privado.
  • A gestão é liderada pelo arquiteto Luis Martín Bogdanovich, com o Prolima já tendo restaurado várias igrejas, praças e blocos, visando melhorar infraestrutura, comércio e identidade cultural.

A prefeitura de Lima, por meio do Prolima, lança o programa Lima 2035 para restaurar e revitalizar o Centro Histórico. A iniciativa tem conclusão prevista para 2035, quando Lima comemora 500 anos desde a fundação. O objetivo é recuperar a identidade da área e dinamizar a economia local.

A ação envolve a restauração de 170 imóveis, obras públicas e privadas, com financiamento realizado por meio de um imposto local de 3%. O plano, com quase 4 mil páginas, foi aprovado por ministérios de Cultura e Habitação e pela UNESCO. Ao todo, estima-se um aporte anual de cerca de US$ 38 milhões.

Lima 2035 resulta de anos de trabalho da Prefeitura Metropolitana e de profissionais de arquitetura, sociologia, história, arqueologia e engenharia. O projeto busca adaptar técnicas construtivas às características do Centro Histórico, marcado por terremotos, adobe e quincha.

Entre as medidas estão a recuperação de patrimônios imobiliários, praças, jardins, teatros e museus, além de grandes intervenções urbanas. A meta é reabrir ruas e espaços comerciais para impulsionar a circulação de visitantes e a atividade econômica.

Ações e desdobramentos

Megaprojetos previstos incluem a recuperação do Rio Rímac e o tunelamento sob a Avenida Abancay, com readequação do tráfego para ligar bairros históricos. A obra visa integrar as áreas que ficaram separadas pela construção da avenida na década de 1940.

Fontes oficiais apontam que investidores privados já sinalizam abertura de hotéis e restaurantes no centro. Segundo o principal gestor do Prolima, os resultados dependem da confiança pública e de licenças rápidas para novas iniciativas.

O projeto é visto como referência para reabilitação urbana na região. Especialistas destacam que a recuperação busca preservar a estética histórica, ao mesmo tempo em que cria condições para moradia, comércio e turismo sustentáveis.

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