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Chandon: evolução do paladar brasileiro cria oportunidades, de rosés a drinks

Brasil é pilar da Chandon, com Garibaldi ampliando enoturismo e metas sustentáveis: energia renovável, queda de inseticidas e vidro reciclado.

De rosés a drinks: para a Chandon, evolução do gosto do brasileiro cria oportunidades | A Chandon é a marca de espumantes da LVMH, fundada em 1959 e com produção em seis mercados: Brasil, Argentina, Austrália, China, Índia e Estados Unidos (Califórnia) (Foto: Divulgação)
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  • O fim do ano é o período de maior venda de espumantes, com a Chandon destacando o Brasil como pilar, especialmente Garibaldi, dentro da operação global da LVMH.
  • Não há planos imediatos de expansão nacional, mas ocorre intensificação de experiências no domínio de Garibaldi e uso de dois ciclos de colheita com intercâmbio técnico entre domínios.
  • Sustentabilidade no país inclui trezentas seis por cento da área dedicada à vegetação nativa, noventa colmeias sem ferrão, replantio de sete vírgula cinco hectares de butiazeiros, energia 100% renovável, água tratada/reutilizada e garrafas com oitenta por cento de vidro reciclado; uso de inseticidas caiu setenta por cento desde 2023.
  • O desempenho de 2025 é classificado como “correto” pelo executivo, com avanços e recuos, sem divulgação de volume de vendas ou faturamento.
  • A presença no Brasil é fortalecida por intercâmbio de rótulos entre Brasil, Argentina e outras praças, e Garibaldi aparece como base de produção regional especializada em espumantes.

O Brasil é apontado como pilar estratégico da Chandon, marca global da LVMH, com foco especial em Garibaldi, Rio Grande do Sul. A empresa prepara-se para o fim de ano, período de maior venda de espumantes, sem planos imediatos de expansão nacional, mas com intensificação de experiências no domínio gaúcho.

Segundo o presidente global da Chandon, Arnaud de Saignes, o fim do ano representa a janela mais relevante para a categoria no mundo. A avaliação sobre 2025, considerada “correta”, aponta avanços em algumas frentes e recuos em outras, sem divulgar números.

No Brasil, 36% da área total do domínio é dedicada à preservação ambiental, com corredores biológicos e refúgios para fauna. São 90 colmeias sem ferrão, e um projeto de replantio de 7,5 ha de butiazeiros, em parceria com a Embrapa. A energia consumida provém 100% de fontes renováveis e a água é tratada e reutilizada.

A cadeia de produção envolve duas colheitas anuais, conectando equipes de seis domínios globais. Rótulos circulam entre mercados, com intercâmbio técnico e lançamento conjunto de produtos entre Brasil, Argentina e outros países. A Bespoke Garibaldi amplia ainda mais a oferta de experiências para visitantes.

Atrasos climáticos não freiam a estratégia sustentável, que inclui garrafas com 80% de vidro reciclado e redução de 70% no uso de inseticidas desde 2023, substituídos por biocombostos e bioinsumos. A região Sul é destacada como base de produção local e símbolo da sofisticação que a marca pretende oferecer.

A atuação brasileira integra enoturismo, sustentabilidade e diversificação de portfólio, com objetivo de fortalecer a operação do grupo no país. As ações no Brasil refletem a visão global da Chandon, que mantém vinhedos e operações em seis continentes.

Autor: Daniel Buarque

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