- O dólar comercial fechou a sexta-feira (5) em R$ 5,434, alta de 2,33% em relação ao início do dia (cerca de R$ 5,34).
- Prefs intraday chegaram a R$ 5,485 por volta das 16h, alta de até 3,3%.
- A valorização ocorreu após Jair Bolsonaro apoiar publicamente o filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência em 2026.
- O mercado já mostrava elevação da aversão à incerteza política e apontava potenciais adversários de Lula, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
- Observadores indicam que o cenário de risco político já se refletiu na sessão, pressionando o câmbio.
O dólar encerrou a sexta-feira em alta, fechando perto de R$ 5,43 após a indicação de Jair Bolsonaro de apoiar o filho Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência em 2026. O mercado reagiu de forma negativa à sinalização de formação de uma chapa familiar, elevando a aversão a risco e a volatilidade cambial.
Ao longo do dia, o dólar atingiu o pico intraday de cerca de R$ 5,485, com alta de até 3,3% em relação ao início da sessão. Por volta das 13h, a cotação ainda operava próxima de R$ 5,38, mas o anúncio de apoio acelerou o movimento de alta. O fechamento ficou em R$ 5,434, queda moderada frente ao giro intraday, mas ainda entre as maiores altas diárias desde abril.
A leitura do mercado apontou maior incerteza política associada à possibilidade de 2026 presidenciável com viés familiar. Investidores passaram a precificar maior risco de cenários com mais volatilidade política e impactos em fluxos de capitais.
Contexto de mercado e possíveis desdobramentos
Analistas destacaram que a sinalização de apoio de Bolsonaro ao filho pode influenciar o humor de agentes econômicos e investidores, especialmente diante de nomes vistos como potenciais adversários de Lula. A atenção se concentra na viabilidade de alianças políticas e na percepção de governabilidade.
Observadores de referência indicam que o nome com potencial para enfrentar o atual presidente seria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, conforme leitura de cenário feita por profissionais da área. A situação reforça a leitura de que a incerteza política permanece elevada e pode sustentar volatilidade cambial nas próximas sessões.
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