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Governo busca regulamentação do trabalho por aplicativo antes da eleição

Governo acelera regulamentação do trabalho por aplicativo e busca aprovar entre março e abril, com sanção antes das eleições, em novo grupo de trabalho

Ministro Guilherme Boulos pretende acelerar as discussões de proposta criticada tanto por trabalhadores como por plataformas. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
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  • Governo Lula busca acelerar a regulamentação do trabalho por aplicativo e pretende aprovar o projeto entre março e abril, com sanção antes do período eleitoral.
  • Foi criado um novo grupo de trabalho para discutir o tema, com relatório inicial previsto para a próxima semana e emendas já pensando na tramitação.
  • Parlamentares vão participar das discussões para dar agilidade à incorporação de sugestões no texto que já tramita na Câmara e no Senado.
  • O impasse envolve hora trabalhada, vínculo empregatício e remuneração, além de divergências entre plataformas, trabalhadores e regime de proteção social.
  • A proposta está parada na Câmara, sob relatoria do deputado Augusto Coutinho; o governo busca consenso mínimo para destravar a votação no primeiro semestre.

O governo liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou um grupo de trabalho para tratar da regulamentação do trabalho por aplicativo. A meta é votar o projeto entre março e abril e buscar a sanção antes do período eleitoral, conforme anúncio no Palácio do Planalto.

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, confirmou a velocidade pretendida e ressaltou a participação de parlamentares que conduzem a pauta. O relatório inicial deve chegar na próxima semana, com emendas já incorporadas ao texto.

Representantes dos trabalhadores de apps reiteraram a necessidade de segurança jurídica e regras claras. O tema segue com divergências entre plataformas, entregadores e o regime de proteção social, especialmente sobre hora trabalhada e remuneração.

Pontos em disputa

No epicentro do embate estão critérios do que configura hora trabalhada e o valor da hora para motofretistas e entregadores. Plataformas defendem a autonomia dos profissionais, o que complica a definição legal.

Também pesam controvérsias sobre vínculo empregatício. Governo e Congresso buscam um modelo que contemple proteção social sem descaracterizar o status de autônomo para os trabalhadores.

Próximos passos

Um primeiro relatório do grupo deve ser apresentado na próxima semana. O Planalto pretende consolidar consensos e avançar para um estágio de tramitação acelerada nas duas casas.

A expectativa é iniciar o esforço concentrado para aprovar o texto no Congresso e obter a sanção presidencial entre março e abril, evitando entraves legais durante a campanha.

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