- Sotheby’s Paris atingiu recorde de €89,7 milhões na semana da feira Art Basel Paris, com resultados fortes para obras antigas, incluindo Modigliani, cujo obraz foi arrematado por €27 milhões.
- Frieze London gerou um humor mais positivo, com destaque para a compra da obra Accounts por Alex Margo Arden pelo Arts Council Collection entre £20.000 e £30.000.
- Christie’s em Londres registrou alta de 30% nos leilões noturnos de arte do século XX e contemporânea.
- Art Basel Paris apresentou vendas de oito dígitos, consolidando o momento de recuperação no topo do mercado.
- Maurizio Cattelan destacou-se em Nova York com a venda de uma peça de ouro avaliada em 10 milhões de dólares, em meio a um cardápio de ofertas significativamente mais robusto.
O mercado de arte mostrou sinal positivo nesta temporada, com frentes distintas na Europa. Em Londres, Frieze London destaca uma busca por obras de entrada mais acessível, enquanto Christie’s ampliou os leilões noturnos na cidade em 30% em comparação ao ciclo anterior. Em Paris, Art Basel registrou vendas expressivas no topo do mercado, elevando o tom da semana de feiras.
Sotheby’s Paris quebrou recorde com um total de €89,7 milhões durante a semana da feira, em leilões de Modern e Surrealismo. A operação consolidou o ânimo de dealers e colecionadores presentes, entre eles investidores internacionais de alto patrimônio. Modigliani teve destaque com um nude de around 1918 chegando a €27 milhões.
Frieze London gerou discussões sobre o posicionamento de galerias menores, com a aquisição recente da obra Accounts de Alex Margo Arden pelo Arts Council entre £20 mil e £30 mil. A peça, rope bound de manequins, simboliza a leitura crítica sobre o passado e o choque com novas realidades britânicas.
Entre as casas de leilões, Christie’s em Londres reportou aumento de 30% nos lances de arte do século XX ao contemporâneo, sinalizando maior atividade de compradores internacionais. Ao mesmo tempo, a atmosfera geral aponta para uma recuperação gradual, especialmente entre obras de maior valor e históricos.
Paris manteve o ritmo de alto valor, com vendas expressivas ligadas a grandes colecionadores e à presença de projetos de galerias de peso internacional. O ambiente na capital francesa reforça a percepção de que o topo do mercado respira com força, ao passo que o meio fica mais desafiado.
Maurizio Cattelan se manteve como destaque, com vendas de oito dígitos em Paris e Londres, reforçando o papel de obras-conceito no retorno das grandes transações. Diversos players ressaltam que, apesar do ganho no topo, o mercado médio ainda enfrenta dificuldades de liquidez e volume.
Panorama de fundeamento e tendências
A temporada evidencia uma parcimônia gradual nas negociações, com foco em peças de prestígio e artistas consagrados. Analistas destacam o papel de novas galerias e de instituições públicas na revalorização do espaço artístico londrino. Em Paris, a atratividade permanece elevada entre compradores globais.
Desdobramentos e perspectivas
Especialistas ressaltam a necessidade de sustentabilidade no crescimento do mercado, diante de volatilidade geopolítica. O desafio permanece manter o ímpeto de venda sem ampliar riscos para o ecossistema de galerias e leilões. A atenção continua na convergência entre topo de linha e segmento médio.
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