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Preços globais de alimentos caem pelo terceiro mês consecutivo

Índice FAO de preços de alimentos cai pelo terceiro mês; cereais sobem 1,8%, outros caem, com previsão de produção de cereais em 3,003 bilhões de t e estoques de 925,5 milhões

Consumidora em supermercado na Austrália
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  • O índice FAO de preços de alimentos ficou em 125,1 pontos em novembro, queda de 0,9% em relação a outubro, encerrando o terceiro mês seguido de retração.
  • Entre os subíndices, açúcar caiu 5,9%; laticínios, 3,1%; óleos vegetais, 2,6%; carnes, 0,8%; enquanto cereais subiram 1,8%.
  • Os preços dos cereais subiram com demanda chinesa e tensões geopolíticas no Mar Negro; milho e trigo tiveram sustentação pela demanda brasileira e por interrupções climáticas na América do Sul.
  • A FAO elevou a previsão de produção global de cereais para 2025, para 3,003 bilhões de toneladas, e os estoques finais para 2025/26, para 925,5 milhões de toneladas.
  • O aumento de estoques reflete expectativas de maior oferta de trigo na China e na Índia, além de estoques mais altos em países exportadores.

A FAO informou que o índice global de preços de alimentos caiu pelo terceiro mês seguido, em novembro. O indicador ficou em 125,1 pontos, ante 126,6 pontos revisados em outubro. A leitura ficou 2,1% abaixo de novembro do ano passado e 21,9% abaixo do pico de março de 2022.

Entre os subíndices, açúcar recuou 5,9%, atingindo o menor patamar desde 2020. Laticínios caíram 3,1%, enquanto óleos vegetais recuaram 2,6%. Carnes deram queda de 0,8%, com quedas em suínos e aves; a carne bovina estabilizou após ajustes tarifários nos EUA. Cereais subiram 1,8%.

Atualização de ofertas e demanda de cereais

A FAO elevou a previsão de produção global de cereais para 2025, para 3,003 bilhões de toneladas, ante 2,990 bilhões projetadas no mês anterior. O ajuste é puxado pelo aumento esperado na produção de trigo.

Também houve revisão para cima nos estoques globais de cereais ao fim de 2025/26, para 925,5 milhões de toneladas, apoiada por estoques maiores de trigo na China e na Índia, além de estoques elevados entre os países exportadores.

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