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Reformas de Milei intensificam disputa entre bancos e fintechs na América Latina

Proposta de Milei permite recebimento de salários em carteiras digitais, apontando queda de depósitos em bancos tradicionais como Santander, BBVA e Banco Galicia.

Reformas de Milei acirram batalha entre bancos e fintechs na América Latina | O governo publicará sua proposta de reforma trabalhista em 9 de dezembro, um dia antes do início oficial do novo Congresso
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  • O plano de reforma trabalhista de Milei permitiria que salários sejam recebidos em carteiras digitais, não apenas em bancos; a proposta será publicada em 9 de dezembro.
  • A mudança pode reduzir depósitos nos bancos tradicionais, impactando Santander, BBVA e Banco Galicia, e beneficiar o Mercado Pago (plataforma do Mercado Livre).
  • Associações do setor divulgaram comunicados conflitantes: bancos veem maiores riscos nas fintechs e menos fiscalização; fintechs afirmam defender poupadores e contestam o argumento dos bancos. Contas digitais são supervisionadas pelo Banco Central, com fundos segregados.
  • Nos últimos anos, bancos e fintechs travam disputas, incluindo acusações de conduta abusiva no uso de QR Code pelo Mercado Pago e de cartel por parte dos bancos.
  • Analistas avaliam que a medida reduziria a base de depósitos, já que fintechs costumam oferecer juros próximos à inflação; cenário regional acompanha debates na América Latina sobre serviços financeiros.

O governo argentino apresenta uma reforma trabalhista que pode permitir que salários sejam distribuídos diretamente em carteiras digitais, não apenas em bancos tradicionais. A proposta deve ser publicada no dia 9 de dezembro, antes da abertura formal do novo Congresso. A mudança envolve trabalhadores assalariados que poderiam optar por receber o pagamento por meio de plataformas digitais, sem a intermediação de instituições bancárias.

Segundo pessoas a par de o assunto, o objetivo é ampliar o uso de fintechs como canal de remuneração, o que, na prática, poderia reduzir a participação de bancos na captação de depósitos. Bancos tradicionais como Santander, BBVA e Banco Galicia estariam entre os mais impactados por essa reforma.

Conforme o relatório, o Ministério da Desregulamentação lidera a elaboração da proposta, enquanto associações do setor financeiro publicaram críticas mútuas. Bancos disseram que carteiras digitais representariam maior risco para recebimento de salários e pensões, com menor fiscalização regulatória. Fintechs, por sua vez, contestam.

As contas digitais são supervisionadas pelo Banco Central da Argentina. Em comunicado, a autoridade ressaltou que os fundos ficam segregados e que não houve casos de devolução de dinheiro a clientes por provedores licenciados. Governo não comentou oficialmente a matéria solicitada pela Bloomberg.

Disputa entre bancos e fintechs

A discussão reflete uma tendência regional: fintechs aceleram a entrada em serviços tradicionais dos bancos. Caso seja aprovada, a medida poderia alterar a base de depósitos estáveis, com impactos sobre empréstimos a empresas e famílias, em um cenário de juros altos e inflação persistente.

A notícia ressalta ainda que, no México, fintechs disputam licenças para operar como bancos, enquanto a Argentina avalia flexibilizar o recebimento de salários por meio de carteiras digitais. A matéria completa está com a Bloomberg.

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