- O projeto Great North Road Solar and Biodiversity Park está na fase de exame pelo Planning Inspectorate, com a decisão final esperada no fim de 2026 e possível início da construção em 2028.
- A área pode alimentar até 400 mil casas, formando anéis de ilhas solares a cerca de 6,2 milhas (10 km) de norte a sul, próximo a Caunton e Ossington, com a borda leste junto à A1.
- A consulta recente, com quase 6.000 pessoas, mostrou apenas 3% de objeções, após a empresa reduzir a área de terreno em cerca de 30% e planejar 750 campos de futebol em áreas de biodiversidade.
- Amostras de preocupação local incluem aumento de tráfego de caminhões na via rural próxima a residências e riscos de alagamento, que a empresa afirma não ocorrer graças à grama sob as placas solares.
- Caso aprovado, a decisão final ficará a cargo do secretário de Estado para Energia e Net Zero, Ed Miliband, com obras possíveis a partir de 2028.
O projeto Great North Road Solar e Biodiversity Park, previsto para terrenos próximos a Newark, está em fase de exame formal pelos inspetores de planejamento. A iniciativa pode gerar energia para até 400 mil residências, equivalentes ao consumo de toda a região de Nottinghamshire. A área seria organizada como anéis de “ilhas solares” ao longo de cerca de 10 km, com o limite leste próximo à A1. Trata-se de infraestrutura de importância nacional, exigindo consentimento do Planning Inspectorate, em vez da aprovação municipal.
O processo de avaliação entrou na etapa de exame, na qual um painel de inspetores analisa as propostas e faz perguntas. Contudo, moradores próximos questionam impactos à região. Em consulta publicada no ano passado, 54% dos entrevistados se posicionaram contra o projeto. Em nova consulta, quase 6 mil indivíduos foram ouvidos e apenas 3% apresentaram objeções.
Executive chairman Mark Turner anunciou que a empresa tem se envolvido com a comunidade e reduziu a área necessária para o parque em cerca de 30%. Ele também destacou a criação de áreas de biodiversidade equivalentes a 750 campos de futebol, incluindo bosques com mais de 40 campos de futebol.
Impacto local e preocupações
Moradora de Egmanton, Amanda Bird, teme o aumento do tráfego de caminhões na via rural ao lado de sua casa, construída entre 1800 e 1820 sobre argila. Ela afirma que as vibrações podem causar danos estruturais e tornar a casa “imobiliável”. Em Moorhouse, Richard Allarton preocupa-se com o risco de alagamentos, pois a água pode ficar represada após a bacia entre o Beck e o Trent devido ao dimensionamento da obra. Turner rejeita o risco de enchentes, afirmando que o pasto sob as placas absorve água e reduz o escoamento.
Para mitigar impactos no tráfego, a empresa planeja medidas de movimentação, incluindo a construção de uma estrada temporária dentro do terreno, para evitar uso de vias públicas. O objetivo é limitar o volume de deslocamentos de veículos durante a construção.
Próximos passos e cronograma
A fase de exame pode durar até seis meses, seguida de uma recomendação dos inspetores em até três meses. A decisão final caberá ao Secretário de Estado para Energia e Net Zero, atualmente Ed Miliband, com previsão de divulgação no fim de 2026. Caso aprovada, as obras teriam início em 2028.
Entre na conversa da comunidade