- Em outubro de 2025, associados Cecafé registraram prejuízos de R$ 8,719 milhões com armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions devido à não exportação de 2.065 contêineres e 681.590 sacas de café.
- A não exportação evitou receita cambial de US$ 278,08 milhões (R$ 1,497 bilhão) no mês, calculada com FOB de US$ 407,99 por saca e dólar médio de R$ 5,3849.
- Em outubro, 52% dos navios no Brasil tiveram atrasos ou alterações de escalas; o Porto de Santos respondeu por 73% desses atrasos, envolvendo 148 dos 203 porta-contêineres.
- O tempo máximo de espera registrado em Santos foi de 61 dias; apenas uma pequena parcela dos embarques (3%) abriu o gate por mais de quatro dias.
- Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé, afirmou que investimentos como aprofundar o calado para 16 metros e novas vias de acesso são importantes, porém devem levar pelo menos cinco anos para entregar.
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) informou prejuízos expressivos em outubro de 2025 devido a falhas na infraestrutura portuária brasileira, especialmente em Santos. O atraso na exportação de café resultou em perdas financeiras e custos adicionais para associados.
Em outubro, os associados registraram R$ 8,719 milhões em armazenagens, pré-stacking e detenções. O motivo foi a impossibilidade de exportar 2.065 contêineres e 681.590 sacas de 60 kg. A receita cambial evitada foi de US$ 278,08 milhões (aprox. R$ 1,497 bilhão).
A avaliação aponta que os portos operam com gargalos evidentes. A indefinição de pátio e de berço no Tecon Santos 10 é citada como fator central, com previsões de que investimentos futuros levarão anos para melhorar a situação.
Raio-X dos atrasos
Em outubro de 2025, 52% dos navios tiveram atrasos ou alterações de escala em portos brasileiros, apontam o Boletim DTZ, elaborado pela ElloX Digital com Cecafé. Santos respondeu por 73% dos atrasos em 203 porta-contêineres.
O Porto de Santos registrou 148 atrasos entre 203 navios, correspondendo a 73% do total. O tempo máximo de espera chegou a 61 dias no mês. Em termos de gate aberto, 3% dos embarques ultrapassaram quatro dias.
O Rio de Janeiro, segundo maior exportador, teve 30% de atrasos em outubro, com 34 de 113 navios em atraso. O intervalo entre o primeiro e o último deadline chegou a 77 dias. Outras estatísticas mostram variação no tempo de liberação.
A situação reforça a necessidade de melhorias estruturais no sistema portuário do país. Investimentos anunciados, como aprofundamento de calado, vias de acesso e novas alças de embarque, são vistos como passos essenciais, ainda que de entrega lenta.
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