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Brasil se prepara para nova era regulatória de stablecoins e criptoativos

Com novas regras do Banco Central e da Receita Federal, SPSAVs devem obter autorização até fev. de 2026 e reportar operações a partir de julho de 2026

Imagens dos símbolos das principais stablecoins
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  • O Brasil estabeleceu um arcabouço regulatório para criptoativos com regras do Banco Central (SPSAVs) e da Receita Federal (CARF) que entram em vigor em 2026.

•• As SPSAVs precisam de autorização do Banco Central para operar a partir de 2 de fevereiro de 2026, com nove meses para protocolar pedidos.

  • A Receita Federal passou a exigir reporte mensal de operações com criptoativos, incluindo empresas estrangeiras que atuem no Brasil, a partir de julho de 2026.
  • Pessoas físicas e jurídicas que operem sem intermediação de exchanges devem declarar à Receita quando o volume mensal superar 35 mil reais.
  • O objetivo é aumentar a rastreabilidade, combater lavagem de dinheiro e evasão fiscal, alinhando o Brasil a padrões internacionais e incentivando cooperação entre reguladores e mercado.

O Brasil avança para um novo marco regulatório de criptoativos, com regras que entram em vigor em fevereiro de 2026. As mudanças afetam empresas que atuam com ativos virtuais, stablecoins e tokenização, definindo quem pode operar legalmente no país.

As novas normas do Banco Central exigem autorização formal para todas as SPSAVs — Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais — que atuem como intermediárias, custodiante ou corretoras. Em 2 de fevereiro de 2026, essas entidades deverão estar autorizadas para continuar operando.

Quem já atua terá até 9 meses para protocolar pedidos de autorização, comprovando conformidade com governança, capital e compliance. A medida busca padronizar padrões de segurança e transparência no setor de ativos virtuais.

Regras fiscais e de reporte

A Receita Federal publicou a Instrução Normativa RFB nº 2291/2025, alinhando-se ao padrão CARF da OCDE. A partir de julho de 2026, exchanges e prestadores, incluindo empresas estrangeiras com atuação no Brasil, devem reportar mensalmente todas as operações de criptoativos, sem limite de valor.

Operações sem intermediação, realizadas em plataformas descentralizadas ou entre pessoas físicas, também devem ser declaradas quando o volume mensal superar R$ 35 mil. O objetivo é ampliar a rastreabilidade de fluxos financeiros e combater lavagem de dinheiro e evasão fiscal.

Implicações para o mercado e governança

Especialistas destacam que o diálogo entre reguladores, bancos, fintechs e o mercado é essencial para traduzir as regras em práticas. A coordenação entre Banco Central, Receita Federal, CVM e empresas será determinante para o desenvolvimento sustentável do ecossistema.

O país se posiciona como laboratório regional, com avanços em KYC, AML e governança. Empresas com padrões de identificação, monitoramento de transações e segregação patrimonial ganham vantagem competitiva com a entrada em vigor das novas regras.

Impacto sobre stablecoins e inovação

As stablecoins devem ganhar espaço, especialmente em pagamentos internacionais, remessas e tesouraria corporativa. Analistas apontam que o mercado global de stablecoins pode movimentar trilhões de dólares até 2030, impulsionando a demanda por soluções reguladas e transparentes no Brasil.

A regulação não visa impedir inovação, mas profissionalizar o setor e atrair investidores institucionais. Bancos, seguradoras, fundos de pensão e grandes corporações poderão aumentar sua participação no mercado de criptoativos com mais segurança jurídica.

Liderança regulatória e cenário latino-americano

O Brasil busca consolidatear posição de liderança na regulação de criptoativos na América Latina. O país já figura entre os maiores mercados da região e figura entre as nações com maior adoção de criptoativos, segundo indicadores setoriais.

A implementação das novas regras, pelo viés regulatório, cria oportunidades para modelos de negócio mais eficientes e transparecentes, reduzindo assim a assimetria de informação entre participantes.

Convergência entre tecnologia e regulação

Especialistas ressaltam que eventos de tradução regulatória — com participação de reguladores, bancos e fintechs — são cruciais para estruturar negócios com segurança jurídica. Tais encontros ajudam a alinhar práticas com padrões internacionais.

No conjunto, o arcabouço regulatório brasileiro visa equilibrar inovação e proteção ao investidor, promovendo um mercado mais estável e atrativo para investidores institucionais. Empresas preparadas já visualizam oportunidades de crescimento.

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