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China ultrapassa US$ 1 trilhão em superávit com redirecionamento de exportações

Superávit da China supera US$ 1 trilhão em novembro, com exportações para UE, Sudeste Asiático e Austrália em alta e queda de 29% para os EUA

Porto de Qingdao, China
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  • O superávit comercial da China ultrapassou US$ 1 trilhão pela primeira vez, com US$ 111,68 bilhões em novembro.
  • As exportações chinesas cresceram 5,9% em novembro frente ao mesmo mês de 2023, após queda em outubro.
  • As remessas para os EUA caíram 29%, enquanto as exportações para a União Europeia (14,8%), Austrália (35,8%) e Sudeste Asiático (8,2%) tiveram altas.
  • A diversificação de mercados se intensifica, com maior foco em Europa, Sudeste Asiático e Austrália, mesmo com tarifas americanas em vigor.
  • O yuan ganhou fôlego; há expectativa de anúncios em reuniões econômicas importantes, enquanto a demanda interna permanece fraca e o setor imobiliário continua pressionando a economia.

O superávit comercial da China passou de US$ 1 trilhão no acumulado de 11 meses pela primeira vez, impulsionado pela expansão das exportações para mercados fora dos EUA. Em novembro, as exportações cresceram 5,9% ante o mesmo mês de 2023, segundo dados alfandegários.

As remessas para os EUA caíram quase 29% em novembro, enquanto a União Europeia registrou alta de 14,8%. Já a Austrália teve alta de 35,8% e o Sudeste Asiático, 8,2%. O yuan ganhou fôlego frente ao dólar diante dos números e de expectativas de políticas macroeconômicas.

O resultado parcial de 11 meses levou o superávit a US$ 111,68 bilhões em novembro, o maior desde junho. O saldo acumulado no ano superou, pela primeira vez, US$ 1 trilhão. Analistas creditam o redirecionamento do comércio como fator central.

Diversificação de mercados e câmbio

A China tem direcionado maior volume de exportações para a Europa, Sudeste Asiático e países da Australásia, compensando a fraqueza nas remessas aos EUA. Economistas destacam a melhoria na demanda externa, apesar do aperto tarifário e das negociações com Washington.

Além disso, o regime cambial mostrou sinais de maior dinamismo, com o yuan fortalecendo-se após números de novembro acima das expectativas. Analistas aguardam sinalização de políticas para expandir a demanda interna nas próximas semanas.

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