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Deputados suavizam muro tarifário para a Ásia proposto por Sheinbaum

Comissão de Economia aprova versão suavizada do muro arancelário de Sheinbaum para 2026, com tarifas entre 7% e 50% sobre mais de 1.400 produtos, podendo impactar preços internos

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  • A Comissão de Economia da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de muro arancelário com 60% de mudanças, definindo tarifas entre 7% e 50% para mais de 1.400 produtos de 17 setores.
  • O objetivo é manter o TMEC (Acordo México-Estados Unidos), ao mesmo tempo em que busca ampliar a arrecadação fiscal do governo mexicano.
  • As tarifas atingem importações de países asiáticos, como China, Coreia do Sul, Índia, Vietnã e Tailândia, e o texto será discutido no plenário, com revisão prevista para julho de 2026.
  • A aprovação contou com apoio de Morena e PVEM, enquanto Moviment Ciudadano votou contra e PT, PAN e PRI se abstiveram.
  • Economistas e industriais alertam que o aumento pode elevar custos e impactar a competitividade, mas o governo afirma que a medida é temporária e busca moderar preços.

A Câmara de Diputados da México aprovou a proposta de muro arancelario anunciada pelo governo de Claudia Sheinbaum para 2026, visando tarifas sobre importações asiáticas e a manutenção do TMEC. A medida atende ao objetivo de elevar a arrecadação fiscal sem abandonar o acordo com os EUA. O texto ainda pode sofrer mudanças no plenário.

A Comissão de Economia aprovou o projeto com 60% de alterações para suavizar as tarifas. As alíquotas variam entre 7% e 50% sobre mais de 1.400 produtos de 17 setores. O debate seguirá para o plenário, com previsão de revisão em julho de 2026.

Avanço Legislativo e formato das tarifas

Os ajustes reduziram alguns itens do conjunto inicial, especialmente cosméticos, plásticos e setor automotivo. Medidas ocorrem após mesas de trabalho com empresários, que temem impacto em custos e na oferta de produtos.

As tarifas incidirão sobre produtos sem acordo de livre comércio com o México, incluindo itens de automotiva, têxtil, plástico, papel, vidro e cosméticos. O objetivo oficial é estimular produção local e fortalecer cadeias de valor nacionais, mantendo o TMEC sob avaliação.

Impactos e contextos econômicos

Segundo estimativas de o Centro de Estudos de Finanças Públicas, as novas tarifas podem deixar cerca de 52 bilhões de dólares em importações. Analistas destacam que o reajuste pode pressionar preços ao consumidor e a competitividade de empresas mexicanas.

A discussão envolve ainda a revisão do TMEC, com o enfoque de manter a relação comercial com os EUA. O governo afirma que o marco é temporário e visa restabelecer condições de competição leal frente a práticas de subvaloração.

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