- Magnum Ice Cream Company abriu seu capital em Amsterdã com avaliação de cerca de €7,8 bilhões, tornando-se a maior fabricante independente de sorvetes.
- A estreia ficou abaixo das expectativas, as ações ficaram próximas de €12,8 e não haverá dividendos em 2026, em meio à saída de fundos de índice.
- Tendências de consumo influenciadas por GLP-1 e pressão regulatória sobre alimentos não saudáveis desafiam a percepção de indulgência, com custos de separação anunciado pela Unilever pesando no curto prazo.
- A União de ações permanece com participação de 19,9% da Magnum, enquanto a empresa planeja sair da Magnum em cinco anos; a relação com a Ben & Jerry’s traz desafios regulatórios e de governança.
- Analistas destacam que o preço de referência baixo pode atrair investidores, mas a Magnum precisa comprovar desempenho futuro fora da controladora.
A Magnum Ice Cream Company estreou na bolsa de Amsterdã nesta segunda-feira, avaliando a empresa em cerca de €7,8 bilhões (US$ 9,1 bilhões). A abertura ocorreu após a separação da controladora Unilever, tornando a Magnum a maior fabricante independente de sorvetes do mundo. As ações ficaram próximas de €12,8, sem pagamento de dividendos em 2026.
A estreia sofreu pressão de saída de fundos de índice, o que afetou o desempenho inicial. A Magnum herdou uma relação complicada com a Ben & Jerry’s e enfrenta custos de separação elevados, além de perguntas sobre a atratividade de um produto rico em açúcar em um mercado cada vez mais voltado à saúde.
A Magnum afirma deter cerca de 21% do mercado global de sorvetes, avaliado em US$ 87 bilhões, com a Froneri ocupando about 11% do segmento. A participação da Unilever na Magnum é de 19,9%, com planos de saída em cinco anos. A demanda pode se ajustar conforme regras regulatórias e pressões sobre alimentos não saudáveis.
Desempenho de estreia e perspectivas
Antes da abertura, analistas apontaram que o preço de referência abaixo poderia atrair novos investidores, dado o índice EV/EBITDA de 8x, um desconto em relação a concorrentes. No entanto, o mercado digere a ausência de dividendos e os custos de separação.
O CEO Peter ter Kulve ressaltou que a Magnum pretende atuar com maior agilidade e foco como empresa independente. Especialistas veem potencial de valorização em ambientes favoráveis, desde que haja base de consumidores estável para produtos como cones Cornetto e sorvetes Ben & Jerry’s.
Além disso, a Magnum herdou desafios regulatórios e de mercado, incluindo o impacto de tendências de consumo influenciadas por GLP-1 e políticas públicas. A relação com a Ben & Jerry’s permanece sob escrutínio, em meio a decisões de governança e financiamento.
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