- O custo de empréstimo do Reino Unido caiu um pouco em relação aos EUA e à zona do euro, mas o prêmio de risco continua existente, com gilts de dez anos em torno de 4,5% e um spread de 70 pontos-base frente os Treasuries e de cerca de 25 pontos-base frente à zona do euro.
- O IPPR aponta que, se esse prêmio chegasse a zero, o Tesouro poderia economizar até £ seven bilhões por ano até 2029-30; a melhoria recente está associada à conferência do Labour e ao compromisso fiscal do governo.
- Economistas veem sinais iniciais de progresso, mas o mercado ainda cita dúvidas sobre inflação de longo prazo e sobre a adesão do governo às regras fiscais, além da venda contínua de gilts pelo banco central.
- O mercado espera que o Banco da Inglaterra reduza a taxa de juros em três ocasiões até o final do próximo ano, à medida que a inflação de alimentos e energia desacelera.
- O IPPR sugere que menos venda de gilts pelo Banco da Inglaterra e maior credibilidade fiscal poderiam ampliar esse alívio; porém, há riscos de confiança se a credibilidade fiscal deteriorar.
O prêmio de risco dos gilts do Reino Unido em relação aos Treasuries e à zona do euro tem mostrado sinais de melhora. Analistas destacam que queda recente ajuda a reduzir custos de endividamento, ainda que o custo permaneça elevado. O governo enfrenta fatores estruturais que mantêm o prêmio, como o apetite de fundos de pensão e as vendas do BoE.
A análise do Institute for Public Policy Research aponta que, desde a eleição, os rendimentos de gilts de 10 anos subiram, mas houve espaço para reduzir essa diferença. Economistas veem potencial de avanços se houver confiança fiscal e credibilidade na trajetória de déficit.
No radar, a fala de Rachel Reeves durante a conferência do Labour foi citada como ponto de inflexão por alguns especialistas. O IPPR identifica queda de cerca de 20 pontos base no prêmio desde então e avalia que a credibilidade fiscal pode sustentar esse movimento.
Mercados projetam cortes de juros do Bank of England até três vezes até o fim do próximo ano, caso a inflação ceda. Este cenário pode favorecer novos rebaixamentos de custos relativos aos gilts, caso o BoE reduza a venda de títulos que adquiriram após a crise financeira.
Entretanto, o IPPR alerta para riscos: dúvidas sobre credibilidade fiscal podem reverter o ganho. A instituição também cita o papel do BoE como grande detentor de gilts e a necessidade de sinais consistentes de disciplina orçamentária para manter o impulso.
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