- Ofgem autorizou investimento antecipado em duas ligações subsea: Eastern Green Link, com operação prevista até 2034, e GWNC Grimsby–Walpole, com início até 2033.
- Os cabos devem levar energia de parques eólicos para o sul da Inglaterra, reduzindo restrições na rede de transmissão.
- A medida pode gerar economia entre £ 3 bilhões e £ 6 bilhões para os consumidores, ao diminuir os pagamentos por desligar geração durante picos de vento.
- Sem as novas interligações, esses pagamentos poderiam chegar a mais de £ 12 bilhões por ano até o fim da década.
- As obras devem encarar resistência de comunidades locais quanto a impactos de construção e à urbanização da paisagem rural; a Ofgem afirma que decisões finais cabem aos órgãos de planejamento e que o objetivo é proteger os consumidores.
A Ofgem autorizou o início antecipado de investimentos em duas ligações subsea de energia para permitir o transporte de eletricidade de parques eólicos offshore para o sul da Inglaterra. As obras visam reduzir o custo de pagamentos feitos a geradores para reduzir a produção em momentos de excesso de oferta.
As novas linhas, chamadas Eastern Green Link e GWNC Grimsby-Walpole, poderão começar a operar no início dos anos 2030, segundo o regulador. O objetivo é aumentar a capacidade de transmissão e diminuir gargalos na rede elétrica britânica.
A decisão envolve a National Grid e a SSE, que poderão iniciar investimentos antes do previsto para 2033-2034. O efeito esperado é reduzir entre 3 e 6 bilhões de libras em custos para consumidores, em comparação com entregas posteriores.
Desdobramentos econômicos
O julgamento de Ofgem aponta que acelerar as obras pode evitar quase 2 bilhões de libras anuais pagas a geradores para reduzir a produção quando a rede fica congestiona.
Ainda assim, a medida pode elevar custos iniciais de fiação para as contas de energia, segundo análises do setor. A agência não detalhou o impacto direto nas tarifas nem o prazo exato de efeito.
Beatrice Filkin, diretora de grandes projetos da Ofgem, afirmou que a decisão não concede cheques em branco e depende de aprovações locais. O objetivo é proteger consumidores com prazos realistas.
A pressa nas obras pode enfrentar oposição de comunidades locais, que temem interrupções na construção e a longo prazo da paisagem rural. A Ofgem destaca o papel das autoridades locais na avaliação dos projetos.
Contexto europeu
A movimentação britânica ocorre em meio a planos da Comissão Europeia para ampliar a rede de transmissão e distribuição de energia na UE, com investimentos bilionários previstos para reforçar a segurança energética.
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