- Dados do IBGE indicam que nove em cada dez negócios têm origem familiar, que empregam 75% dos trabalhadores e respondem por 65% do PIB.
- Quem planeja abrir empresa com parentes precisa adotar medidas para reduzir riscos e preservar relações pessoais e profissionais.
- Primeiro passo é separar vida familiar da vida societária; acordo de sócios ajuda a definir funções, prever soluções para conflitos e limitar responsabilidades.
- Profissionais externos ao núcleo familiar facilitam a mediação e trazem visão independente, reduzindo conflitos.
- Quatro cuidados-chave: escolher o sócio por afinidade profissional e objetivos compatíveis; definir funções claramente para evitar gargalos; dividir responsabilidades entre operacional, comercial, financeiro e administrativo; manter foco no lucro e na preservação da empresa com acordos bem estruturados.
Nove em cada dez negócios no Brasil têm origem familiar, aponta o IBGE. Essas empresas empregam cerca de 75% dos trabalhadores e respondem por 65% do PIB, destacando a importância de gestão de riscos nessas estruturas.
Quando parentes se tornam sócios, é necessário separar vida familiar de decisão empresarial. Um acordo de sócios ajuda a definir funções, prever soluções para conflitos e limitar responsabilidades no negócio.
A ausência de medidas de governança costuma impactar todos os envolvidos, segundo especialistas. Misturar problemas pessoais com decisões empresariais gera atritos, desgaste e queda de confiança, o que pode pôr em risco a continuidade da empresa.
A seguir, quatro cuidados listados por um advogado para quem planeja abrir negócio com parentes. Além disso, profissionais externos podem atuar como mediadores, oferecendo visão independente.
Quatro cuidados essenciais
Escolha do sócio: não basear a decisão apenas no vínculo familiar. É crucial considerar afinidade profissional e objetivos compatíveis, para sustentar a gestão e a continuidade do negócio.
Papel de cada sócio: definir funções de forma clara evita gargalos. Dividir responsabilidades entre operacional, comercial, financeiro e administrativo mantém a organização.
Profissionais externos: contar com alguém de fora da família facilita a mediação em impasses e amplia a capacidade de análise, reduzindo conflitos.
Lucros e preservação da empresa: o foco é gerar lucro e proteger a empresa como um todo. Decisões devem considerar o impacto coletivo, independentemente do parentesco.
No fim, acordos bem estruturados e uma divisão de funções bem definida ajudam negócios familiares a operar com maior segurança e previsibilidade, dizem especialistas da área.
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