- Em 2021, grupo de investidores brasileiros decidiu montar uma vinícola no Dão, Portugal, com Guilherme Corrêa liderando o projeto.
- Adquiriram a Quinta Mendes Pereira, em Oliveira do Conde, com vinhas de mais de sessenta anos, e recrutaram Luís Lopes como enólogo após uma prova às cegas.
- A prova mostrou potencial para um vinho de perfil ambicioso; Lopes topou o desafio de reproduzir esse estilo, com base no terroir.
- O estudo geológico apontou que cinquenta e cinco por cento das parcelas tinham quartzo de alta qualidade, o que favorece raízes profundas e complexidade de fruta.
- Dias depois, compraram a propriedade vizinha, adicionando área e um hectare de Encruzado; os vinhos já ganham atenção internacional e são importados pela Clarets.
O grupo de investidores brasileiros tornou público, em 2021, o objetivo de criar uma vinícola. Guilherme Corrêa, sommelier com portfólio reconhecido, já morava em Portugal e conduzia a entrada no território do Dão, onde a Quinta Mendes Pereira, em Oliveira do Conde, foi adquirida. O negócio incluiu a escolha do nome domínio de açor.
A seleção de profissionais ficou clara: Luís Lopes, enólogo com passagem pela Quinta da Pellada, aceitou o desafio após um teste de prova às cegas. A experiência de Lopes, com passagem pela Borgonha, Nova Zelândia e Alemanha, foi crucial para definir o projeto vitivinícola.
Proposta técnica e validação do terroir
Para confirmar o potencial do terreno, foi contratado o geólogo chileno Pedro Parra. Em avaliação inicial, ele apontou a necessidade de estudo detalhado do subsolo antes de abrir os buracos. Parra informou que, se o terroir não servir, não haveria grandes vinhos. Guilherme acompanhou o processo de perto.
O estudo mostrou que 55% das parcelas tinham solo de quartzo de alta qualidade, favorecendo raízes profundas e maior complexidade da fruta, explicou Parra. A partir desse veredito, o grupo prosseguiu com o plano de produção.
Evolução e expansão
Recentemente, adquiriram a propriedade vizinha, ampliando a área e acrescentando um hectare de Encruzado, uva branca associada a pratos de peixe. A revolução no Dão, movida pela decisão de investir na região, começou a ganhar forma há três anos.
Os vinhos já atraem atenção internacional, com importação pela Clarets. A empresa promoveu eventos, incluindo um jantar recente no Nelita, para apresentar rótulos ao público. A iniciativa sinaliza uma atuação contínua no mercado global.
A história do projeto no Dão reflete uma combinação de visão de gestão, credenciais técnicas e investimentos estratégicos, que já impactam a produção local e o mercado externo. O andamento futuro depende da continuidade do desenvolvimento do terroir e da aceitação internacional.
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