- Estratégias do BTG Pactual projetam 17% de crescimento nos lucros das empresas brasileiras listadas (excluindo Petrobras e Vale) em 2026 ante 2025, para R$ 339,7 bilhões.
- O estudo aponta expansão de 14% para 2025 vs 2024, mesmo com expectativa de desaceleração do PIB para 1,5% em 2026 e Selic em 15% com queda prevista nos próximos anos.
- Ao incluir Petrobras e Vale, os lucros consolidados sobem para R$ 475,6 bilhões, alta de 8,2% em relação ao ano anterior.
- Para 2026, a projeção é de alta de 12,5% para empresas com foco no mercado interno, frente a 5,1% em 2025; no entanto, companhias de commodities devem crescer apenas 1,2%.
- A expectativa é de queda da Selic em três pontos percentuais no próximo ano, o que deve reduzir despesas financeiras e reacelerar a economia no fim de 2026.
O BTG Pactual projetou que o somatório dos lucros das empresas brasileiras listadas, sem Petrobras e Vale, crescerá 17% em 2026 ante 2025, para 339,7 bilhões de reais. A estimativa foi apresentada em relatório enviado a clientes. Em 2025, a expansão prevista é de 14% em relação a 2024, com a economia ainda sujeita a mudanças.
Os analistas, liderados pelo estrategista Carlos Sequeira, destacam que a queda dos juros de curto prazo deve favorecer os resultados, reduzindo despesas financeiras e acelerando a atividade no fim de 2026. A taxa Selic está em 15% e a projeção é de recuo de 3 pontos percentuais no próximo ano.
Quando incluem Petrobras e Vale, a soma dos lucros consolidados sobe para 475,6 bilhões de reais, alta de 8,2% na comparação anual. O estudo aponta vencedores: empresas com foco no mercado interno devem avançar 12,5% em 2026, ante 5,1% em 2025, enquanto companhias de commodities devem crescer apenas 1,2% após um salto estimado de 157,1% para 2025.
Desempenho com Petrobras e Vale
A inclusão das líderes do setor de energia e de mineração eleva significativamente o cenário. A projeção sugere que a melhora no ambiente de crédito e a desaceleração da inflação contribuam para resultados mais firmes no fim do próximo ano. Ainda não há indicação de ajustes adicionais nas metas divulgas pelo BTG Pactual.
O relatório reforça a visão de que a trajetória de juros e a composição setorial influenciam o desempenho agregado. O BTG mantém a recomendação de monitorar indicadores macroeconômicos, especialmente a Selic e o crescimento interno, para avaliar o ritmo de lucros das empresas listadas.
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