- Copom manteve a Selic em 15% ao ano pela quarta reunião consecutiva, desde o ajuste de junho.
- IPCA de novembro ficou em 0,18%, com inflação acima da meta e dentro do teto extrapolado.
- Não houve sinal de saída da política restritiva nem de cortes no curto prazo.
- Projeções indicam inflação acima da meta para 2025 e 2026; IPCA só se aproxima da meta no segundo trimestre de 2027 (aprox. 3,2%).
- O mercado ainda espera cortes da Selic no início do próximo ano, mas sem garantia, diante de riscos inflacionários elevados.
O Copom manteve a Selic em 15% ao ano pela quarta reunião consecutiva, último ajuste em junho, quando elevou de 14,75% para o patamar atual. Decisão era amplamente esperada pelo mercado e pelo próprio BC.
O IPCA de novembro avançou 0,18%, mantendo a inflação acima da meta, mas dentro do teto extrapolado pela primeira vez em mais de um ano. O BC destacou que o cenário de inflação segue com riscos elevados e perspectiva de desancoragem de expectativas.
Perspectiva de inflação e política monetária
O comunicado aponta que indicadores indicam moderação do crescimento, com robustez do mercado de trabalho. Inflação cheia e medidas subjacentes ainda acima da meta, apesar de arrefecimento gradual.
A projeção do BC mostra IPCA acima da meta para 2025 e 2026. A inflação só se aproxima da meta no primeiro semestre de 2027, em 3,2%. Riscos inflacionários permanecem elevados, exigindo política monetária restritiva prolongada.
O que mudou para o curto prazo
Mercado continua a apostar em cortes da Selic já no início do próximo ano, mas sem sinal claro de pouso suave. O tom do Copom permaneceu duro, sem indicar alívio imediato. A leitura é de que o ajuste monetário deve se manter restrito por mais tempo.
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