- Governo avalia elevar tarifas de importação, principalmente para produtos da China, para proteger setores da economia e fechar o orçamento, com estimativa de cerca de R$ 14 bilhões em arrecadação extra no Projeto de Lei Orçamentária Anual.
- Ações discutidas incluem aumento de alíquotas para carros e aço, setores que enfrentam suposta “invasão” de produtos chineses, segundo apuração da CNN.
- O relatório da Receita do Projeto de Lei Orçamentária Anual, elaborado pela senadora Dorinha Rezende (União-TO), foi aprovado pela Comissão Mista de Orçamento na última semana, sem detalhar dotação.
- Técnicos próximos ao tema indicam que a arrecadação viria da elevação de alíquotas do imposto de importação para itens com surtos de importação, em função de movimentos geopolíticos.
- Setores de aço e automóveis demandam recomposição tarifária; o aço prevê queda de produção e aumento de mais de trinta por cento nas importações em dois mil e vinte e cinco, enquanto o setor de automóveis pleiteia tarifa de trinta e cinco por cento.
O governo federal avalia elevar tarifas de importação para determinados produtos no próximo ano, com o objetivo de proteger setores da economia e fechar o orçamento. A medida seria aplicada, entre outros, sobre aço e automóveis, priorizando itens com maior entrada de produtos estrangeiros, especialmente da China.
Segundo apuração da CNN, as mudanças dependeriam de repassar alíquotas mais altas sobre carros e aço, frente ao que o governo classifica como invasão de produtos chineses no mercado interno.
O relatório da PLOA, apresentado pela senadora Dorinha Rezende (União-TO) e aprovado pela Comissão Mista de Orçamento, aponta potencial arrecadação extra de cerca de R$ 14 bilhões, ainda sem detalhamento da dotação. Técnicos próximos ao tema dizem que a receita viria da recomposição de alíquotas para itens com surtos de importação.
Contexto
A ideia ganha contorno em meio a movimentos globais de proteção comercial, com mudanças provocadas pela adoção de tarifas pelos EUA que redirecionaram mercadorias para outros mercados. Países, inclusive o Brasil, discutem mecanismos de defesa comercial diante desse cenário.
O setor de aço projeta queda na produção e aumento superior a 30% das importações em 2025, fortalecendo a demanda por medidas de proteção. O segmento automotivo repete o pleito por recomposição tarifária, com a reivindicação de voltar a 35% de alíquota.
Entre na conversa da comunidade