- IPCA de novembro subiu 0,18%, frente aos 0,09% de outubro, e o acumulado em doze meses caiu de 4,68% para 4,46%.
- Dois choques contribuíram para a aceleração: normalização do custo da energia elétrica com reajustes regionais e o impacto da COP 30 em Belém, que levou quase 180% de alta nos preços de hospedagem na região metropolitana.
- Alimentos no domicílio recuaram pelo sexto mês seguido e combustíveis também caíram, refletindo redução recente no preço da gasolina nas distribuidoras.
- A combinação de alta localizada e núcleos benignos indica arrefecimento gradual da inflação no curto prazo, com câmbio mais baixo ajudando.
- A projeção é de IPCA em quatro vírgula dois por cento para 2025 e também para 2026.
O IPCA de novembro subiu 0,18%, ante 0,09% em outubro, mantendo trajetória de desaceleração no acumulado de 12 meses, de 4,68% para 4,46%. A leitura evidencia desinflação em alimentos e combustíveis, mesmo com alta mensal.
Segundo especialistas, dois choques explicam parte da aceleração. O primeiro foi a normalização do custo de energia elétrica, com reajustes regionais após recuo da bandeira tarifária em outubro. O segundo foi o impacto extraordinário da COP 30 em Belém, que gerou aumento expressivo de preços de hospedagem.
Fatores e componentes
Alimentos no domicílio recuou pelo sexto mês seguido, contribuindo para a pressão baixa na inflação. Os combustíveis também cederam, refletindo a redução recente no preço da gasolina nas distribuidoras. Câmbio mais baixo auxilia o arrefecimento da inflação de curto prazo.
O IPCA de 2025 segue projetado em 4,2%, repetindo a estimativa para 2026, conforme a leitura indica perspectivas estáveis para o próximo ano. A combinação de choques pontuais com núcleos mais amenos sustenta a tendência de desinflação gradual, mesmo com variações regionais relevantes.
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