- Comitê de Política Monetária decidiu, por unanimidade, manter a Selic em 15% ao ano pela quarta vez consecutiva.
- A Selic segue no nível mais alto desde julho de 2006, com a taxa real estimada em 9,44%, entre as maiores do mundo.
- O objetivo é desaquecer a demanda para conter a inflação, já que juros elevados encarecem o crédito e valorizam a poupança.
- Boletim Focus apontou inflação de 2025 em 4,4% e meta oficial de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
- Próxima reunião do Copom ocorre em 27 e 28 de janeiro de 2026; o colegiado tem sete membros indicados por Lula e dois por Bolsonaro.
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quarta reunião consecutiva. A decisão mantém o Brasil com a taxa mais alta desde julho de 2006 e entre as mais elevadas do mundo em juros reais.
Segundo monitoramento de consultorias, a taxa real brasileira fica em 9,44%, ranking entre as dez maiores globais. Apenas Turquia apresenta taxa real superior, de 10,33%. Compõem o conjunto Rússia, Argentina, México, Indonésia, Hungria, África do Sul, Israel e Filipinas.
A próxima reunião do Copom está marcada para 27 e 28 de janeiro de 2026, o primeiro encontro de 2026. O comitê é composto por sete membros indicados pelo presidente Lula e dois por Jair Bolsonaro. A política monetária continua com o objetivo de reduzir a demanda para conter a inflação.
Contexto econômico
O objetivo declarado do Copom ao manter a Selic elevado é desaquecer a demanda, encarecer o crédito e incentivar a poupança. Ao manter o juro alto, busca-se frear pressões inflacionárias e manter a inflação sob controle.
Perspectivas e inflação
O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo BC, aponta inflação de 2025 em 4,4%, ligeiramente abaixo da estimativa anterior de 4,43%. A meta oficial é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Perspectiva de juros
O Copom indicou que o cenário permanece voltado a manter o custo de crédito elevado para conter a inflação. A decisão de janeiro reforça a continuidade de política de juros restritiva até que haja melhoria mais consistente no quadro inflacionário.
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