- O Federal Reserve reduziu a taxa básica em 0,25 ponto percentual, indo para o intervalo de 3,5% a 3,75% ao ano, terceiro corte consecutivo desde setembro de 2024.
- A decisão não foi unânime: Miran votou pela redução maior (0,5 p.p.), enquanto Goolsbee e Schmid defenderam manter as taxas.
- As projeções indicam taxa de 3,4% ao fim de 2026, 3,1% em 2027 e 2028, com divergências entre membros sobre o caminho da política monetária.
- A inflação medida pelo índice PCE deve terminar 2025 em 2,9%, caindo para 2,4% em 2026, 2,1% em 2027 e atingir 2% em 2028; o núcleo da inflação segue trajetória similar.
- O Fed informou que iniciará compras de títulos do Tesouro de curto prazo para manter ampla reserva no sistema bancário; dados de novembro foram adiados pela paralisação e a divulgação sobre o mercado de trabalho ocorrerá em 16 de dezembro.
O Federal Reserve reduziu a taxa básica de juros dos EUA em 0,25 ponto porcentual nesta quarta-feira, elevando o intervalo alvo para 3,5% a 3,75% ao ano. Foi o terceiro corte consecutivo desde setembro de 2024, totalizando 1,5 ponto percentual. A decisão não foi unânime.
Dois membros ficaram ausentes da dissidência: Miran votou pela redução maior, enquanto Goolsbee e Schmid defenderam manter a taxa. O mercado acompanhou com variações: S&P 500 subiu, Nasdaq oscilou, e o Ibovespa avançou.
O Fed afirmou que a incerteza sobre a economia permanece elevada e que os riscos ao emprego aumentaram, com a inflação ainda elevada desde o início do ano. A instituição sinalizou cautela diante do cenário de mercado de trabalho fragilizado.
Projeções e próximos passos
As novas projeções indicam caminho mais contido para 2026, com a taxa ao fim de 2026 projetada em 3,4%, sugerindo dois cortes adicionais no próximo ano. Em 2027 e 2028, a meta deve ficar em 3,1%.
Haverá divergência entre membros sobre o ritmo da política: algumas visões apontam 2,1% em 2026, outras, 3,9%. A inflação medida pelo PCE deve chegar a 2% apenas em 2028, conforme o Fed, com núcleo seguindo trajetória semelhante.
O Fed ainda prevê inflação de 2,9% para 2025, caindo para 2,4% em 2026 e 2,1% em 2027. A expectativa é de retorno à meta de 2% no ano seguinte. A instituição anunciou também compras de curto prazo de Tesouro para manter reservas.
A decisão ocorreu em meio à paralisação governamental que atrasou a divulgação de dados de novembro. O anúncio reforça a tentativa de equilíbrio entre sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho e inflação ainda acima da meta.
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